VIVER A CIDADE

VIVER A CIDADE

15 • 11 • 2017

Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Vocês já se permitiram viver a cidade onde moram?

O post de hoje é um pouco mais reflexivo. É aquele tipo de texto para o qual tiramos uma pausa e o degustamos ao mesmo tempo em que bebemos uma xícara de chá quentinho. Vamos nessa?

Eu ganhei de um amigo meu dois ingressos para assistir ao musical “2 filhos de Francisco” que retrata a trajetória de Zezé de Camargo e Luciano. Pois bem, eu sabia que eu iria, mas fiquei pensando em quem poderia chamar pra ir comigo. Daí me lembrei que, quando mais novo, meu primo gostava muito do filme. Então o convidei e ele prontamente aceitou ir comigo.

Tínhamos que estar lá às 16h para retirar os ingressos, sendo que o espetáculo começaria às 17h. Quando deu 13h45 corri pra me arrumar e eu só sabia que queria colocar uma roupa que desse pra usar meia calça. Acabei achando um shorts na gaveta bonito e peguei uma blusa preta que não precisa passar. Descontraidamente e quase que sem querer, monte um look que me fez sentir bonita. E, meus caros, como é bom quando nós apreciamos a nós mesmos! Me maquiei e desci pro carro, já que meu tio nos daria uma carona até o metrô.

WhatsApp Image 2017-10-30 at 14.16.09

Chegando lá, esperamos pela pessoa que nos entregaria os ingressos. Quando ela chegou, pegamos nossos ingressos e nos dirigimos para nossos lugares: fileira O números 22 e 21. Sentamos e aguardamos uns bons 20 minutos até a peça de fato começar.

E que grata surpresa foi essa peça. Leve, porém emocionante. Envolvente, prendeu nossa atenção até o último minuto. Gostamos muito! Ao final, achei extremamente fofo que meu primo chegou em mim e me deu um abraço ~sincero ~ por eu ter chamado ele e disse que havia amado a peça. Como não ficar cheia de amores por demonstrações sinceras de afeto e gratidão?

Só não curti muito o ar condicionado que estava me congelando e o fato de uma caixinha de pipoca custar 15 reais. Até quando preços altos em tudo, galere?

Ao sairmos de lá, eu morta de fome, comecei a pensar em possíveis lugares para irmos comer. A primeira opção era o Comedoria Gonzalez, um restaurante chileno que fica no Mercado de Pinheiros, mas que já estava fechado. A segunda era o Bar do Veloso, que tem a melhor coxinha de SP, mas era longe de onde estávamos. Então sugeri de irmos ao Vila Butantã e ele topou.

WhatsApp Image 2017-10-30 at 14.16.08

Colocamos o trajeto no app e fomos andando até lá. Nisso, no meio do caminho encontramos uma rua que, na hora em que vi, me arrancou a seguinte exclamação: “que demais! olha isso!” – já que a rua estava cheia de lâmpadas coloridas nela inteirinha e eu achei aquilo incrível. Sugeri da gente ver o que tinha na rua e descobrimos que ela tem uma série de pequenos restaurantes, do acarajé ao churrasquinho sendo que todos enchem a rua de mesas pra você comer, socializar  e, de quebra, ouvir música ao vivo.

A energia do lugar era tão boa, que decidimos comer algo ali mesmo. Pedimos um chá diferente – que eu achei bem gostoso – o nome é Baer Mate e ele é um chá gaseificado. Super diferente! Daí pedimos também churrasco e o moço foi super generoso, nos dando em dois pratinhos carne e linguiça picados, pão, vinagrete e farofa. Sabe quando você come conversando e se divertindo? Foi muito gostoso!

Daí estávamos comendo quando uma moça, denominada Nega nos abordou e veio vender suas trufas pra gente. A primeira intenção era negar, porém, não conseguimos resistir já que a Nega é ótima de rima e acaba te convencendo com seu alto astral e suas rimas que pairam entre poesia e rap. Compramos trufa e, ao olhar ao redor, todas as mesas tinham uma trufa em cima. Isso acabou não sendo uma surpresa, já que a Nega é boa mesmo no que faz.

Mas afinal, que rua é essa? Rua Guaicuí, em Pinheiros.

Por fim, fomos andando até o Vila Butantã e, socorro, apesar do medo de andar em SP à noite, que delícia que é andar pela cidade e deixar ela encantar você. Que delícia foi encontrar essa rua despretensiosamente. E que delícia é você andar sem se preocupar com as horas, com o tempo e só vivenciar aquilo. Chegamos no Vila Butantã e acabamos não comprando mais nada para comer – estávamos cheios. Mas o espaço está bem bacana, apesar de lotado. No fim, ele só mostra o quanto precisamos de mais espaços que estimule-nos a sair de casa e ir viver a cidade.

Mesmo amando passear, não acho que eu vivencie tanto a cidade – e a vida – como deveria. E a única solução que eu vejo pra isso é, na verdade, começar a sair e explorar cada cantinho dessa e de todas as cidades que cruzarem meu caminho. Vamos nessa?

Com amor, Li.

Postado por Lilian
Nas tags: / /


Deixe o seu comentário

Meu Jardim Interior • todos os direitos reservados © 2019 • powered by WordPress • Desenvolvido por