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WORK AND TRAVEL: INTERCÂMBIO DE TRABALHO NOS EUA

30 • 05 • 2018

Como eu disse no último post… Eu voltei!

Dando uma pausa na “depressão pós intercâmbio” percebi que precisava voltar ao blog… mas não conseguia escrever sobre outro assunto. Sabia que o assunto de retorno tinha que ser o intercâmbio, porque vocês queriam ler e eu precisava escrever sobre isso. Mas antes de contar como conheci o programa, como tudo foi lindo e etc, decidi escrever esse post para deixar claro o que é o programa, quem pode participar e como ele funciona. Minha intenção é deixar o mais claro possível tudo sobre o programa, já que não encontramos muitas infos sobre ele na internet.

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1. O QUE É O PROGRAMA?

O Work and Travel é um intercâmbio de trabalho nos Estados Unidos, que acontece no período de férias de verão brasileiro, entre nov/dez a fev/mar do ano seguinte, durando cerca de 3 meses. Como nesse período é inverno nos EUA, a maioria das vagas de emprego se destina a hotéis e estações de ski.

2. QUEM PODE PARTICIPAR?

Os pré requisitos são:

  • Ter entre 18 e 28 anos;
  • Nível de inglês intermediário ou avançado;
  • Ser universitário regularmente matriculado em curso superior;
  • Flexibilidade para trabalhos operacionais e estar disposto a conviver com gente do mundo inteiro.

Resumidamente: você precisa estar matriculado na faculdade e seu inglês não precisa ser maravilhoso, mas você precisa, no mínimo, conseguir se comunicar com as pessoas formulando frases simples.

3. QUANTO CUSTA?

Os gastos com o programa variam de acordo com a agência que você fecha o programa, o valor que consegue a passagem aérea… Mas vou compartilhar com vocês o quanto eu, Lilian, gastei:
a) 1.900 dólares pagos para a STB (agência com a qual fechei o programa), sendo que o valor era 2.100 mas eu pedi desconto e consegui. Em agosto do ano passado, convertendo, deu 6.270 reais. Sendo que nesse valor está incluso o seguro saúde, taxa de emissão da SEVIS (um documento que você vai precisar), apoio e orientação da STB (eles que vão te ajudar com documentos etc) e apoio da CIEE quando você estiver lá nos EUA;

b) 2.400 reais as passagens aéreas com trecho: São Paulo – Boston / Washington DC – São Paulo pela Copa Airlines;

c) 160 doláres (cerca de 530 reais) do visto J1, um visto específico para estudantes poderem trabalhar nos EUA, sendo que este visto te dá direito ao Grace Period (GP), onde você tem um mês a mais de visto após o final do seu programa, que pode ser usado para viajar;

d) 600 doláres de Pocket Money – o dinheiro que eu ia precisar para as duas primeiras semanas. Meu empregador pedia uma quantia de 200 doláres como depósito de aluguel da casa onde eu iria morar, por isso levei uma quantia mais alta.

4. COMO FECHAR O PROGRAMA?

Primeiramente eu te indicaria visitar as agências de intercâmbio e conversar com eles sobre o programa. Eu escolhi a STB pois ano passado eles tinham muito mais opções de vagas do que as outras agências, me dando maior opção de escolha. Mas considere visitar a CI e a IE também. Fui incrivelmente bem atendida em ambas.

A forma mais prática de fechar o programa é por meio de uma agência e foi por isso que contratei uma.

Após decidir em qual agência quer fechar o programa, antes de assinar qualquer contrato eles farão uma pequena entrevista em inglês com você, na agência mesmo, só para saber se seu nível de inglês é o suficiente para participar do programa. Passando, é só assinar os contratos e se preparar para a próxima etapa.

5. QUAIS SÃO AS VAGAS DISPONÍVEIS? EU ESCOLHO ONDE VOU TRABALHAR?

A maioria das vagas disponíveis são de housekeeper (camareira), food and beverage (que vai trabalhar com comida), ski instructor (professor de ski), server (garçom), lifeguard (salva vidas), dentre outras.

Ano passado a STB possuía 90 empregadores diferentes espalhados pelos EUA e eles me mostraram uma lista com os empregadores que possuíam vagas disponíveis apresentando-me as seguintes informações:

  • Qual é o empregador;
  • Função disponível;
  • Salário pago por hora (lá nos EUA você recebe por hora trabalhada);
  • Localização do empregador;
  • Benefícios

Com base nisso, eles me pediram para fazer uma lista com meus 3 empregadores favoritos, pois iriam marcar uma entrevista com o que desse retorno primeiro.

Aqui fica uma das minhas maiores dicas: prestem atenção a cada informação! Eu por exemplo não queria a função de housekeeper pois me disseram que era bem pesada e que não te dava muita oportunidade pra conversar com as pessoas. Por isso optei por posições de food and beverage.

Localizaçã0: eu queria viajar para New York no final do meu programa e o empregador que eu escolhi ficava relativamente próximo de lá, sendo possível ir de ônibus. Esse foi o segundo fato que me fez, por fim, escolher o Loon.

Benefîcios: eu não dava a mínima para os benefícios que teria. Eu só procurava um empregador que já oferecesse housing (geralmente eles alugam uma casa para todos os intercambistas dividirem e pagamos esse valor semanalmente a eles), porque não queria ter a dor de cabeça de procurar uma casa pra alugar. Mas no final ter um ônibus que nos buscava na porta de casa e nos deixava em casa ao final do trabalho foi um grande alívio. Sem contar no fato de que por eu ter escolhido uma estação de ski, podia esquiar de graça em todas as minhas folgas.

Salário: um salário bom é um que te pague entre 9 a 12 dólares a hora ou um no qual você possa ganhar gorjeta/caixinha.

 

5. QUAIS GASTOS VOU TER POR LÁ? 

Os seus gastos vão variar de empregador para empregador, por isso o tópico anterior. Tem empregadores, por exemplo, que oferecem housing gratuito, o que te permite economizar uma boa grana.

  • Housing: meu empregador descontava, semanalmente, 110 dólares referente ao aluguel da casa onde eu morava. Era uma casa separada só para as intercambistas mulheres. Morávamos em 12, cada quarto tinha duas camas. E no aluguel estava incluso tudo: conta de água, luz, internet e telefone, sendo que ela veio toda mobiliada e equipada. Até com cobertores nosso quarto veio.
  • Transporte: em alguns lugares eles não oferecem transporte, então vale a pena perguntar isso direitinho para o empregador e colocar na ponta do lápis: vou ter que pagar transporte ou dá pra ir andando até o trabalho?. No meu caso, o Loon Mountain fornecia um ônibus da própria empresa que passava com horário marcado para nos buscar de manhã e que tinha um horário para nos deixar em casa no final do dia de trabalho também.
  • Comida: isso varia muito de empregador para empregador e de qual posição você tem onde trabalha. Eu era caixa em um Lodge (uma espécie de restaurante) no resort de ski Loon Mountain (localizada em uma cidade chamada Lincoln, no Estado de New Hampshire). E por trabalhar com comida, tinha direito ao café da manhã e almoço que eu comia no meu próprio local de trabalho – sendo que na maior parte dos dias eu mesma o preparava.
  • Qual o seu salário? Tudo vai ser caro ou barato dependendo do quanto você vai estar recebendo por hora. Por isso vale a pena fazer as contas de quanto você ganharia por semana.

6. E SE EU QUISER FAZER MAIS DINHEIRO?

Aí, meu caro, você tem duas opcões:

a) Hora extra: nos EUA a hora extra funciona da seguinte forma: passando de X horas por semana você começa a receber seu salário + metade dele. Ex: eu recebia 10$ por hora, quando passava de 48 horas semanais no Loon, cada hora extra valia 15$. Hora extra é ótimo em empregadores que te permitem trabalhar bastante horas e, assim, fazer um bom dinheiro.

b) Second job: segundo emprego, na tradução, rs. Eu queria fazer mais dinheiro, porém o Loon fechava as 5 da tarde e não tinha como fazer horas extras lá. Então fui em vários lugares na cidade em que vivia pedindo emprego: assim, na cara dura, sem sequer ter um currículo impresso. Fui em pizzaria, cinema, restaurantes. Finalmente consegui um emprego no segundo melhor restaurante da cidade, o The Common Man. Consegui uma função pra trabalhar na cozinha e recebia 9$ por hora + gorjeta + jantar no final do expediente e carona pra casa.

7. AFINAL, DÁ PRA PAGAR O PROGRAMA COM O DINHEIRO QUE EU GANHAR LÁ?

Bom… Depende. Conheci pessoas diferentes, que tiveram experiências diferentes, mas no geral a grande maioria fez dinheiro o suficiente para pagar o próprio programa, trazendo em torno de 2 mil dólares de volta pro Brasil. No meu caso, trabalhei bastante e com o dinheiro que fiz lá: paguei o programa, paguei uma viagem de 10 dias por Boston, Nova York e Washington DC e comprei muita coisa, como celular, notebook e muamba HAHAHAH
Porém eu fui para lá bem realista, com o intuito de viver a experiência e trabalhar o suficiente para pagar o programa e a viagem que eu faria. No fim, vi que se trabalhasse mais conseguiria comprar mais coisas que eu queria e optei por comprar tais coisas.

Ficou interessado e está pensando em realmente fazer o programa?

Tem um grupo no Facebook com depoimentos de outras pessoas que fizeram o programa. Entra lá!

Tem mais dúvidas? Comenta que eu respondo <3

 

Com amor, Li.

Postado por Lilian

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