Meu Jardim Interior — Página 5 de 29 — Um mundo de experiências!

RELATOS DE UMA SONHADORA

14 • 07 • 2017

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Se tem uma coisa que eu sou é sonhadora. E sei disso desde que me conheço por gente. Sou dessas pessoas que fantasia não só coisa que quer realizar, mas simula mentalmente momentos e experiências que quer vivenciar, com detalhes.

O fato de eu ser uma leitora voraz desde a infância permitiu que meu horizonte fosse ampliado, que meus sonhos fossem maiores e mais incríveis do que eu pudesse imaginar. Alguns sonhos mudaram, outros deixaram de existir, mas alguns permaneceram no meu coração para sempre. E são esses, pelos quais meu coração realmente palpita, que eu aprendi a ouvir com o passar do tempo. Hoje sei distinguir algo que eu realmente quero pra mim mesma de algo temporário, vindo de influências externas.

Quando eu era criança, por exemplo, meu grande sonho era casar e ter filhos. Admito isso claramente, pois isso já fez parte de mim e da pessoa que fui um dia. Com o tempo, esse sonho mudou completamente. Hoje eu enxergo casamento e maternidade como consequências das minhas escolhas. E aceito que eu posso mudar de opinião a respeito disso a qualquer momento. Não tenho um sonho definido como “é isso e ponto final”, pois sei que nesse quesito eu vou optar pelo que me faz feliz e se encaixa nas outras coisas que quero pra minha vida.

Na adolescência eu cultivei o sonho de ser escritora. Guardei esse sonho na gaveta, com esperança de que algum dia eu finalmente escrevesse um livro. E escrevendo esse post percebi que eu não preciso ser uma autora famosa ou sequer escrever livros para ser escritora. Sou escritora enquanto escrevo esse blog, meus diários, cartas… Tudo depende, afinal, da forma como enxergo as coisas.

E aí fui crescendo. Alguns sonhos chegaram sem motivo: decidi que o curso que eu queria fazer na faculdade era Gestão Ambiental na Usp. Planejei um ano da minha vida em torno desse sonho em específico. Realizei. Mas o engraçado é que a cada dia eu me sinto realizando esse sonho. Não o realizei por apenas ter passado na Fuvest. Eu o realizo todos os dias, em cada aula, cada prova, cada amizade que fiz ali. E isso enche meu coração de alegria e me dá uma certeza absoluta de que estou no caminho certo. Mesmos em eu saber o que fazer depois daqui…

Sonhos grandes, sonhos pequenos, sonhos malucos. Cada sonho me lembra de fases da vida que vivi, de quem fui e de como isso se reflete em quem eu sou hoje. E consigo perceber o porque os sonhos são tão importantes pra mim, afinal.

Gosto de sonhar porque meus sonhos fazem com que eu supere a mim mesma, com todas minhas inseguranças, medos e limitações.

Porque quando um sonho começa a pulsar no meu coração a ideia de que aquilo seja impossível simplesmente desaparece. Minha mente começa a trabalhar freneticamente em um plano para que aquilo se torne real. Quer um exemplo? Tinha o sonho da faculdade, porém eu acreditava que precisava de um cursinho para passar. Só que minha mãe não tinha dinheiro para pagar. Então o que eu fiz? Comecei a trabalhar para poder pagar um cursinho, fiz 6 meses de cursinho no Anglo, prestei a Fuvest mais uma vez e passei. Parece rápido falando assim, mas eu demorei alguns meses para conseguir emprego. Trabalhei mais uns 3 meses até fechar o cursinho e trabalhei durante 10 meses para poder pagar um cursinho pelo período de 6 meses. Larguei mão de sair com amigos, família e namorado pra estudar, fazer simulados e etc. E ao final de um ano lutando, a recompensa veio. <3

Por isso guardo meus sonhos, os já realizados e os que estou realizando, como medalhas. Porque sei que tive que dar o meu melhor para alcançar cada um deles. E também porque eu acreditei que todos eram possíveis. Já que a pior coisa que você faz com um sonho é acreditar que ele é impossível. E enquanto você enxergá-lo dessa forma não poderá realizá-lo.

Quanto a mim? Eu fico nostálgica em ver tudo que realizei. Conhecer a Katy Perry pessoalmente graças a uma promoção da MixTv, fazer minha primeira viagem pra outro estado, cursar a faculdade, ter uma câmera profissional, ficar boa no inglês, ter uma escrivaninha, conhecer pessoas da internet na vida real, ser madrinha, ter um blog, sair do meu emprego pra me dedicar à faculdade. Uns pequenos, outros grandes, mas todos importantes.

E meu coração, como sempre, é um buquê de sonhos. E eu sinto que a cada um deles que eu realizo, mais perto de quem eu sou eu fico. Porque no processo de realizá-los, eu me conheço; me desvendo. Então posso te dar um conselho aqui? Sonhe. Sonhe muito. Acredite em você e nos teus sonhos com paixão. Nenhum deles é besteira ou menos importante… Somente coloque os cintos e VOE.

Com amor, Li.

Postado por Lilian

O DESAFIO QUE É ENFRENTAR O QUE NOS DESAFIA

08 • 07 • 2017

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É desafiador postar na internet, não é? A cada abertura que você dá, a cada pedacinho de si que mostra para o mundo, mais aberto está às críticas. E confesso que tentei generalizar muitos dos meus textos por causa disso. Mas daí percebi que minha voz é importante sim. Assim com a de todas pessoas. E é por meio dessa troca de experiências que conseguimos encarar diversas coisas na nossa vida. A gente vê que algumas coisas são normais. A gente se inspira em algumas pessoas que conseguiram realizar coisas que também queremos realizar.

Nossa Lilian, mas pra que você está falando isso? Meus queridos amigos, estou falando isso apenas porque é por esse motivo que estou escrevendo esse texto agora. Com o coração aberto pra vocês.

Eu peguei dp em cálculo logo no primeiro semestre da faculdade. Isso me deixou muito chateada comigo mesma, pois eu não esperava esse baque logo no início… Mas ok, fiquei mais tranquila depois de perceber que de uma sala com 60 alunos, apenas uns 12 passaram nessa matéria. Logo no início soube o significado de “achou que era fácil entrar na USP? é ainda mais difícil sair dela”.

Então tentei fazer essa matéria ano passado, no segundo semestre. Até saí do trabalho pra me dedicar à faculdade. Mas como saí no final de agosto, acabei não conseguindo acompanhar, pelas aulas que perdi 🙁 Então tive que fazer essa matéria esse ano. Só que com um ponto negativo: cálculo ao invés de continuar sendo apenas uma aula, se tornou duas. Ou seja: eu teria que aprender o dobro de matéria. E se eu tinha ido mal com ela tendo uma carga baixa, imagine com uma carga alta?

Pois é. Como podem perceber, fiquei com o c* nas calças. Fui um pouco mal na primeira prova e estava com muito medo da segunda. Aí que na quarta a noite, um dia antes da prova, deitei no sofá da sala e comecei a chorar. Fazia tempo que eu não chorava com tanta dor. Eu queria desistir e decidi que não iria fazer a prova. Afinal, pra que ir se eu iria mal mesmo? Ok.

Caí no sono. Porém, do nada acordei de madrugada. E acordei com um sentimento de paz no meu coração e uma voz que me dizia “vai amanhã”. Pra mim, era Deus. Mudei de ideia, então, e decidi que iria sim na prova. Quinta de manhã e o medo da prova. Estava rezando pra minha nota ser ao menos suficiente pra passar pra prova de recuperação. Fiz a prova… Ok.

Daí na semana seguinte a professora nos entregou as provas com nossas notas. E pra minha surpresa eu tinha tirado uma nota boa. E pra uma surpresa dupla advinha o que aconteceu? Passei direto. Sem rec, sem choro nem vela. Fiquei muito contente mesmo, como se um peso fosse tirado das minhas costas.

Por que eu quis contar isso pra vocês? Porque eu sou uma pessoa muito ansiosa. O medo me congela. Eu ainda enfrento esse sentimento e essa vontade de desistir de algumas coisas todos os dias. Não estou aqui pra vir te dar dicas, estou aqui pra dizer que estou no mesmo barco que você pode estar.

E o que eu quero compartilhar é: a vida só vai valer a pena se você enfrentar tudo o que te desafia. Eu sei… Dá vontade de vomitar de nervoso, de ir ao banheiro, de fugir, de sumir. Eu também sinto isso. Mas essa experiência (e algumas outras) acabaram por me mostrar que uma vida onde sou corajosa é muito mais gostosa de ser vivida do que uma vida regida pelo medo.

Vamos ser mais corajosos? Vamos dividir, uns com os outros, o que nos desafia? Assim podemos nos ajudar.

Eu quero te ajudar. E também quero que você me ajude. Afinal, estamos todos enfrentando medos diariamente, não?

Com amor, Li.

Postado por Lilian
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ROUPAS QUE CONTAM HISTÓRIAS

07 • 07 • 2017

Era apenas mais um dia qualquer. E, em mais um dia qualquer, refleti sobre muita coisa. Essas minhas reflexões se tornaram, para mim, “reflexões de busão”. Porque é incrível: é só eu sentar no banco do ônibus, olhar para o caminho percorrido, que as reflexões pipocam na minha mente.

Nesse dia, não foi diferente. Eu estava pensando em vender um vestido que eu gosto muito no Enjoei, porém sou muito apegada à ele e por motivos reais. E enquanto o flash da minha história com esse vestido passava pela minha cabeça, percebi que as roupas carregam, em si, momentos das nossas vidas. De uma maneira sutil, mas real, trazem lembranças, sensações e sentimentos passados.

E é por isso que vou contar a história desse vestido pra vocês aqui. Ah! Só pra matar a curiosidade, esse é o tal do vestido:

roupas que carregam histórias

Há alguns anos atrás, eu já havia visto foto desse vestido na internet. A Bruna Vieira tinha um e eu achei a foto linda, mas nunca achei que fosse usá-lo. Até que, em um certo dia, passei na loja da Topshop no shopping JK, em São Paulo e o vi. Eu sabia que provavelmente ele custaria uma fortuna, mas fui vê-lo mesmo assim. Obviamente, só vi. Era tão lindo quanto era caro…

Então alguns meses se passaram. E voltei àquele shopping (naquela época eu ia em muita pré estreia de filme naquele cinema) e passei naquela loja. Era tipo uma parada obrigatória, mas eu nunca comprava nada. E o vestido? Ele ainda estava lá! Só que agora com 50% de desconto. E foi no momento que eu vi aquele vestido ali que eu decidi… Não tinha tido realmente festa de 15 anos, mas eu teria uma de 18. E eu usaria aquele vestido. 

HAHAHAHAHAHA agora me perguntem da onde eu tiraria dinheiro pra comprar? Já que mesmo com desconto, ele ainda era caro. Foi então que tive a brilhante ideia de contar da festa pra todo mundo da família e fui cara de pau mesmo. Pedi pra minha mãe pagar a decoração (basicamente coisas que ia comprar na 25) e ela topou. Pedi pro meu tio o vestido e, pressionado com a minha euforia, ele me deu o cartão de crédito dele pra eu comprar. E minha tia me deu o sapato que eu sonhava em usar naquele bendito dia.

Chegou então o dia de eu ir comprar o vestido. Lembro até hoje. Minha amiga Agatha foi comigo e… eu não podia conter minha felicidade dentro do provador da loja. Eu tava pirando! E foi incrível tê-la do meu lado pois ela realmente comemorou aquele momento comigo!

Então, um amigo meu na época se disponibilizou pra fazer um ensaio meu, como presente de aniversário. E fomos. Ai que dia divertido, gente. E o legal foi que uma dessas fotos foi a arte pro marcador de páginas que eu dei de lembrancinha 🙂

E finalmente chegou o grande dia. E tanta gente me ajudou. Foi como um aniversário colaborativo, hahahaha. Amigas da minha mãe fizeram meu cabelo e maquiagem, minha mãe, meu tio e tia vocês já sabem, minha amiga Dani me ajudou a escolher um karaokê legal (escolhi o Coconut, na Santa Cecília), minha amiga Gorette buscou flores no Ceasa pra eu usar na decoração, a irmã da minha tia me emprestou vasos de vidro e velas pra também usar na decoração, minha amiga Agatha fotografou a festa… Socorro! HAHAHAHA

Fiz algo que sempre quis fazer: trocar de roupa em uma festa. Eu estava com uma roupa normal, daí na hora de cantar parabéns fui colocar o vestido. E foi luz refletida pra todo lado, acreditem! HAHAHAHAHA E eu só consigo lembrar que entrei e meu amigo Leone, com sua voz maravilhosa, cantou Firework da Katy e eu queria ter um vídeo desse momento, pois só de lembrar já comecei a chorar (imagina então na hora…). Foram abraços e fotos e muitos cataventos na decoração. Foi um dia muito lindo e mais um momento na minha vida em que soube que:

Você tem um sonho? Não espera amanhã não, vai lá e realiza!

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Mais uma foto do ensaio

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Eu e a galera cantando motivados pelo Leone e sua voz sensacional

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As lembrancinhas. Fica a dica: barato e original.

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Fiz todo mundo na festa tirar foto com os cataventos. HAHAHAHAHA

E ao final dessa longa história é: as roupas marcam, sim, quem somos. Nunca mais usei esse vestido desde 2013. E quando olho pra ele vejo quem eu era ali. Era bem diferente de hoje, mas algumas coisas continuam as mesmas. Como a paixão por comemorar aniversários, amar brilho e tirar fotos… E se você tem alguma roupa que conta algo muito da sua história, compartilha comigo? #RoupasQueContamHistórias

Com amor, Li.

Postado por Lilian
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