Meu Jardim Interior — Página 2 de 31 — Um mundo de experiências!

CLUBE DA CARTA E COMO TUDO ISSO COMEÇOU

26 • 11 • 2017

Olá, pessoal! Tudo bom? Vocês já ouviram falar em clube da carta?

Há mais de um ano atrás, escrevi esse post sobre cartas que não obteve nenhum comentário nem nada. Na época, fiquei um pouco chateada com não obter nenhum retorno com um projeto que eu gostaria muito de iniciar, mas a vida seguiu e eu até mesmo esqueci disso.

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Até que eu recebi um email de uma leitora do blog, a Kerolen, perguntando sobre o clube da carta e querendo saber se podia participar. Confesso que fiquei sem graça em contar pra ela que eu não havia começado com o clube porque as pessoas não haviam se interessado na ideia, mas fui sincera e contei a verdade. Em seguida, perguntei se ela não gostaria de se corresponder comigo e então trocamos algumas cartas.

Daí que do nada essa ideia voltou à minha mente, sendo que o Dan até me perguntou sobre essa minha ideia e eu decidi que iria tentar e ver no que dava. Então enviei mensagem para três pessoas que eu sabia que gostavam de escrever cartas para ver se elas gostariam de participar.

Convidei a Kerolen, a leitora daquele email e ela topou. Convidei a Gi, uma amiga querida que fiz graças ao Instagram e que envia cartas tão cheias de amor que transbordam… ela também topou. E convidei a Bela, do blog A Bela, não a Fera que havia feito um post sobre cartas no blog dela e, por conta desse post, sugeri de nos correspondermos e ela disse sim 🙂 Sendo assim, convidei três pessoas com quem eu já me correspondia por cartas para participarem do projeto e as três aceitaram. E assim eu criei nosso grupo no whatsapp em 23 de abril de 2017. <3

Nisso, fizemos uma rodada de cartas onde sorteamos quem enviaria pra quem. Exceto por um ou outro extravio dos Correios, deu tudo certo. Então chamei mais duas pessoas que eu conheço: a Letícia, amiga do Dan na faculdade, com quem eu comecei a conversar e, devido ao fato de ela amar cartas também, começamos a trocar cartas; e o Artur, um amigo meu que sempre topa novos projetos e ideias desde que sejam interessantes. Os dois toparam e passaram a integrar o nosso clube da carta.

E fizemos, mês passado, nossa segunda rodada de cartas, aproveitando que as coisas estavam mais tranquilas pra todo mundo. E que delícia foi essa rodada de cartas! Todos no grupo foram responsáveis e enviaram suas cartas dentro do prazo que estipulamos…

E agora pessoas que não se conheciam estão se conhecendo e enviando e recebendo amor por meio da caixinha do correio. E isso, pessoal, não tem o que pague. Ver as pessoas criando laços ou só saindo da sua zona de conforto e se dando a conhecer de outro alguém.

E dá um trampo escrever cartas, dá sim! Você tem que separar um tempo para sentar na cadeira, pegar uma folha e escrever uma carta (sempre escolhemos um tema pra ficar mais fácil). Daí tem que comprar envelope pra carta, preencher com o endereço do destinatário (pra quem você está enviando) e do remetente (o seu). Depois, levar a carta até uma agência dos Correios, onde você vai pagar por um selo (para cartas nacionais custa 1,25) e esperar até que a pessoa receba a carta. Então ela tem que fazer todo esse processo também, para que você receba uma carta-resposta e comecem a conversar por cartas…

Só que para mim esse processo é delicioso e, na instantaneidade da nossa sociedade atual, nos ensina a respeitar o tempo e a nos dedicar às relações. Nos permite refletir e ser mais intensos do que em uma conversa de whatsapp. E nos permite guardar aquele pedaço de papel e reler quantas vezes quisermos e acharmos necessário. Sim, tem carta que vira xodó!

E esse post todo foi escrito pra compartilhar minha felicidade com esse clube da carta estar dando certo, bem como o amor por cartas. <3

E você, já enviou ou recebeu uma carta?

Com amor, Li.

Postado por Lilian

PASSEIO ALTA MONTANHA E NOSSO SEXTO DIA DE VIAGEM

20 • 11 • 2017

Olá, pessoal! Tudo bem? Preparados para conhecerem o passeio de Alta Montanha, em Mendoza?

Agora começam a série de posts sobre Mendoza, na Argentina, cidade que nos conquistou. ah, Lilian, mas por que escolheu Mendoza? Acontece que quando estava pesquisando sobre Santiago, vi que muitas pessoas iam para Mendoza também, por ser perto. Portanto falei sobre isso com o Dan e ele topou sem nem pestanejar e descobrimos que foi a melhor decisão que fizemos. Eita cidade gostosa! Dá vontade de ir morar nela, sério.

Mendoza é uma cidade que também está localizada aos pés da Cordilheira dos Andes. Nosso vôo para lá demorou cerca de 35min – ou seja: foi muito rápido! Mas isso vocês já conferiram no último post, né?! No post de hoje vamos conhecer um pouquinho mais dessa cidade montanhosa que é conhecida pelos bons vinhos e azeite de oliva.

Nosso dia começou bem cedo com os guias da Cepas Tour nos buscando diretamente no hall do hotel – porém fechamos o passeio com a Kahuak por 860 pesos argentinos. Dessa vez não nos atrasamos HAHAHA e na verdade chegamos mais cedo no hall do hotel e ficamos esperando. Fomos em uma van passando pela cidade para buscarmos o resto do pessoal (o que foi rápido, pois a cidade é pequena) e seguimos para os pontos turísticos. Durante todo o caminho o guia falou em espanhol e em inglês, por conta de estrangeiros no nosso grupo. Aliás, isso eu achei bem diferente em Mendoza: tem brasileiros, mas beeem menos do que em Santiago. Em certo ponto achei melhor, pois nos permitiu vivenciar melhor a cidade, o idioma, etc.

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Nossa primeira parada foi no Dique Potrerillos, que é basicamente uma represa construída por metalúrgicas para controlar o fluxo de água. O que eu achei mais interessante na região foi o clima árido e como é interessante perceber a diferença na vegetação e na geografia quando você está presencialmente em um lugar.

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A qualidade da foto não está muito boa porque tiramos enquanto a van andava, mas quis registrar essa vegetação tão deliciosa de se ver. Sério… a van ia andando e eu mal piscava de tão bonita que é essa vegetação no inverno com as montanhas ao fundo…

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Daí que durante o caminho eles fizeram uma pausa em um café. Eu comprei um cartão postal e nós dois compramos um alfajor de lá para dividir e podermos experimentar. No final foi o melhor alfajor que comemos na viagem! Ele é caseiro e achamos delicioso. Compramos uma caixa com 12 unidades e o nome do lugar, caso queiram saber, é Casa Suíça e fica no vilarejo de Uspallata.

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Cidadezinha rústica e bem pitoresca…

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Logo pudemos ver o Cerro de los 7 Colores que é essa montanha que possui 7 colorações diferentes, devido à composição das rochas. Lindo, não?

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Já essa última foto representa uma pequena tristeza: nesse ano não nevou em Mendoza. Porém, não tínhamos como prever isso… Nossa ida para Mendoza não ocorreu em busca de neve, graças a Deus, se não teríamos ficado chateados hehehe No fim, a única coisa que havia funcionando na Estação de Ski Los Penitentes era o teleférico, que não fomos pois achamos caro e nem daria pra ver neve…

Porém, apesar de não não ter neve, estava um frio da bexiga! Danilo até tentou se esconder do frio…

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Já eu só estava querendo saber era das fotos mesmo 😛

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Desculpem a surra de fotos, tá bom?

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Da estação de ski seguimos pra um dos pontos mais incríveis de se admirar do passeio: a Puente del Inca – uma formação rochosa natural que forma uma ponte. Junto à ela estão os restos de um spa de águas termais que foi destruído após uma avalanche na década de 60.

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E a arquitetura da Puente é linda porque é uma mistura de natureza com algo criado pelo homem, sabe? E como a natureza se impõe e se mostra sempre mais forte do que nossas ações.

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DICA: ali tem várias bancas com as pessoas vendendo seus artesanatos. É um bom lugar pra comprar lembrancinhas e rola pedir um desconto 🙂

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Após isso, fizemos uma pequena parada em um ponto que nos permitia ver o topo do Monte Aconcágua: a maior montanha fora da Ásia. Pra quem se interessar mais por ele, existe outro pacote que inclui uma caminhada que permite conhecê-lo melhor, porém não tem o objetivo de escalá-lo.

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E por fim, mas não menos importante: Las Cuevas – o ponto mais alto do passeio e aonde senti um frio tão intenso que tremo só de lembrar… A temperatura estava em torno de -10ºC e sua altitude é de cerca de 3151m de altura, sendo que ela fica a 195km de Mendoza :O Pra vocês terem uma ideia, eu quis ficar dentro da van, mas ventava tanto, que a van balançava! Las Cuevas é um pequeno vilarejo e a única “atração no local, além da paisagem, é um restaurante.

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E logo após isso fizemos o trajeto de volta, parando em Uspallata apenas para ir ao banheiro (fiquei chateada que o lugar que vendia o alfajor delicioso estava fechado… queríamos mais pra trazer de lembrança) e logo chegamos em Mendoza, com a Van nos deixando na porta do nosso hotel.

Daí pegamos as malas no hall de entrada para levarmos pro nosso quarto, exploramos nosso quarto, desfizemos as malas, enrolamos pra caramba, tomamos banho e por volta das 22h fomos jantar no delicioso restaurante Anna Bistrô (farei um post só com dicas de restaurantes em Mendoza, me aguardem!).

Após o jantar pegamos um táxi em Mendoza – olha a info – taxistas em Mendoza são muito loucos! Os carros geralmente são bem velhos e eles correm na velocidade da luz. Em compensação, sai muito barato! Pegamos táxi porque na cidade ainda não há Uber.

E chegando no apartamento logo capotamos, já que teríamos passeio bem cedo no dia seguinte também. Vem com a gente? <3

Com amor, Li.

Postado por Lilian

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