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SANTIAGO E MENDOZA EM UMA ÚNICA VIAGEM

04 • 09 • 2017

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Olá pessoal, tudo bem?

Acho que depressão pós viagem existe sim, viu? Vai fazer um mês desde que voltei da viagem e não consegui escrever nenhum post sobre ela. Bom, até agora. Na verdade, eu havia escrito um post, mas fui direto ao roteiro e acho que ficou faltando algo. Ficou faltando postar intimidade aqui e fazer com vocês sintam como se tivessem vivido tudo isso comigo.

Eu e o Dan queríamos muito fazer uma viagem bem legal juntos. Porém, ano passado eu ainda estava trabalhando e minha chefe não permitiu que eu tirasse férias em julho – e o Dan iria tirar férias bem em julho. Portanto, o que deu pra gente fazer foi pegar um feriado prolongado em junho e, de última hora, fomos para Curitiba. Aliás, nesse link você consegue ver alguns dos posts que fiz sobre essa viagem.

Então começamos a planejar, desde o ano passado, a viagem que faríamos esse ano. E a primeira coisa que vem na mente é: qual será o destino? Nós ficamos em dúvida entre ir para Buenos Aires (Argentina), Bonito (Mato Grosso do Sul) e Santiago (Chile). Por algum motivo que não me recordo, descartamos Buenos Aires. E então comecei a pesquisar bastante sobre Santiago e Bonito. Porém, vimos que o preço de uma viagem pra Bonito seria, em média, o mesmo que uma pro Chile. Pensamos então: Por que não Santiago?

O principal motivo para Santiago ter sido nossa escolha foram: seria nossa primeira viagem internacional (nem eu nem o Dan havíamos saído do Brasil antes), poderíamos ver neve (um sonho dos dois – mas mais do Dan, confesso haha) e o preço era bem acessível.

Então eu comecei a pesquisar muito sobre Santiago e vi diversos blogs dando dicas de como unir Santiago (Chile) e Mendoza (Argentina) em uma única viagem. Dois países de uma vez só! Eu pensei então: por que não fazer isso?! Contei pro Dan minha ideia e o convenci de que seria sensacional e tcharán! Os nossos destinos foram escolhidos. Com base nisso, decidimos ir pra lá em agosto, pois é um dos melhores meses para se pegar neve em ambas cidades. Com isso, o Dan conseguiu marcar as férias dele e passamos para a próxima fase…

Definir o roteiro. E aqui te explicarei o porque ter uma base do roteiro que você quer fazer na cidade é a primeira coisa que você tem que fazer: porque é com base nisso que você vai escolher a quantidade de dias que vai ficar viajando e assim definir a data de ida e de volta. Eu fiz um roteiro bem básico, que mudou muito depois, mas serviu para nos dar as datas de viagem: de 01 a 10/08 e ficaríamos 5 dias em cada cidade.

Em janeiro desse ano compramos as passagens aéreas. Compramos pela Aerolíneas Argentinas o seguinte trecho: São Paulo -> Santiago e Mendoza -> São Paulo. Pagamos exatamente 1.117 reais por pessoa com as taxas incluídas. Tivemos um pequeno problema com a companhia que foi: compramos as passagens parceladas, porém elas vieram à vista para nós na fatura do cartão. Isso me irritou bastante, mas demos um jeito de pagar e a minha dica é: fiquem espertos e tirem print da tela de pagamento. Nós fechamos com eles pois a Latam tinha péssimos horários de vôo… Mas esse assunto fica pra um próximo post, fechado?

Em janeiro também nós fechamos apartamentos no Airbnb: um em Santiago e um em Mendoza. Farei um post contando sobre os apartamentos e nossa opinião sobre o serviço. Mas só para adiantar: pagamos 528 em 4 diárias em Santiago e 530 em 4 diárias em Mendoza (para o casal), usando um cupom de desconto por apartamento, no valor de 80 reais.

Em maio nós compramos as passagens aéreas de Santiago para Mendoza, com a companhia aérea low cost chilena Sky e pagamos 200 reais por pessoa. Muitos blogs indicam a travessia de ônibus com a empresa Cata, pois as paisagens são de tirar o fôlego, porém no inverno há o risco de fechamento das estradas. Por isso preferi ir de avião, mas se você for em outras estações, indico que vá de ônibus. O valor é quase o mesmo de avião, mas as paisagens no percurso são maravilhosas!

Em junho nós fechamos seguro viagem com a empresa Modo Avião: fechamos o seguro GTA Euro Max e pagamos 170 reais por pessoa, que foram divididos em duas vezes. Esse seguro possui uma ótima cobertura e foi por isso que contratamos ele. Minha dica é: não deixe de contratar um seguro em viagens internacionais.

Em julho fomos na Decathlon comprar algumas roupas específicas para o inverno, como roupas térmicas, toucas, luvas e meias. A maioria das coisas compramos da marca Wedze e achamos a qualidade muito boa. Neste link você pode ver, como exemplo, a blusa térmica que compramos. E os preços são bem camaradas.

Também em julho, fomos na Le Postiche comprar nossas malas de viagem. Nenhum de nós tínhamos mala, então era uma compra realmente necessária. Compramos essa mala aqui  e eu achei a qualidade muito boa! Uma dica é: compra uma capa pra mala, para que ela não fique toda riscada. Tirando isso, ela aguentou bem o tranco! rs

Compras, compras e mais compras. Tivemos que comprar algumas roupas de frio antes da viagem. Encontramos boas peças na C&A e na Renner. Uma dica válida também é comprar algumas coisinhas de comer pra levar no avião. Isso nos salvou na nossa conexão, já que comida de aeroporto é bem cara.

E durante todo o tempo que se passou, descobri que eu amo planejar viagens! Passava horas na frente do notebook, fiz um roteiro detalhado e pra mim tudo aquilo era diversão… <3 Com isso, fiz todas as reservas de passeios da viagem ainda aqui em São Paulo, a maioria com mais de um mês de antecedência. Também fiz reservas antecipadas para alguns restaurantes e visitas guiadas a museus. Conto tudo detalhado nos posts de roteiro, ok? 🙂

Com tudo isso pronto, as únicas coisas que faltavam era: arrumar as malas, o dia da viagem chegar e irmos viver nossas primeiras aventuras em terras estrangeiras… Mas isso fica pra um próximo post!

Com amor, Li.

Postado por Lilian

MOTIVOS PARA CONHECER O PETAR

26 • 12 • 2016

Alerta sobre post longo, com muitas fotos desse dia que foi sensacional! 🙂

HOSPEDAGEM
Chegando da nossa aventura no quilombo Ivaporunduva, fomos jantar e depois direto para a Pousada das Cavernas, localizada no bairro Aldeia da Serra, em Iporanga. De ônibus até o PETAR era tão perto que não deu nem 10 minutos. E as dependências da pousada eram uma graça, caso estejam na dúvida de onde se hospedar. Havia sala de jogos, de filmes, piscina natural, etc. Os quartos onde dormimos eram bem simples e ao que percebi eles estavam trocando todas as camas por cama box (no nosso quarto eram 2 camas box e duas normais). Fica aqui uma foto do espaço onde tomamos café da manhã.img_4444

O PETAR

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Mas afinal, o que é o PETAR? É o Parque Estadual do Alto Ribeira (para quem não sabe, Ribeira é um rio) e é considerada uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo. Ela abriga a maior porção de mata atlântica do Brasil, além de mais de 300 cavernas (porém somente 12 estão abertas a visitação). E, por fim, é considerada patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO.

Tá, mas você vai no PETAR pra fazer o que? As atividades turísticas que mais chamam as pessoas ao PETAR são as cavernas, as cachoeiras e as trilhas, que nos permite ter uma experiência mais íntima com a natureza.

CAVERNAS

Nesta visita, conhecemos as três cavernas que compõem o Núcleo Santana. Para visitar as cavernas é necessário alugar equipamentos de segurança (capacete, mas aconselho a alugar a lanterna de cabeça) e um guia. A primeira a ser visitada foi a Caverna Santana.

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Das três que visitei, a Santana foi a que mais me encantou. No início, quando entramos nela, temos que andar em umas fileiras de madeira bem finas, nos apoiando em corrimão de madeira para não cairmos na água que há embaixo. Porém, chega em um momento que subimos para uma parte mais alta e lá o mundo é inteirinho formado por estalactites e estalagmites e a gente fica assim, bobos.

É uma beleza diferente, que queremos apreciar e absorver ao mesmo tempo. Ficamos pensando em quanto tempo se passou para que aquelas formas fossem criadas, sabe? A gente fica encantado do começo ao fim. Aliás, acho que ficamos 2h dentro dessa caverna. Foi incrível!

CAVERNA MORRO PRETO

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Para chegarmos nessa caverna, percorremos uma trilha de uns 20 minutos. A entrada dela é única, nos tira o fôlego em pensar na beleza que a natureza nos permite contemplar. Porém, por dentro, ela é a mais sem graça das três que visitei. Isso porque no seu interior não vemos as formações de estalactites e estalagmites, mas pelo fato de ter havido desmoronamentos, há somente a presença de grandes rochas. Além disso, vamos para alguns lugares muito altos nela, o que causa medo em quem tem medo de altura.

CAVERNA DO COUTO

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(Essa é a imagem da saída da caverna)

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A caverna do Couto tem uma proposta bem interessante. Você entra lá com uma expectativa e acaba sendo surpreendido. Primeiro andamos nas rochas, entre a água corrente. Depois seguimos por um local em que somente haviam rochas e os guias propuseram que desligássemos nossas lanternas e fôssemos andando até a saída pelo tato. Como eu estava morta de cansada, não quis participar da brincadeira, mas achei muito bacana e gostaria de tentar numa próxima!

Por fim, percorremos uma trilha de uns 30 minutos (que trilha do terror, galera! A sedentária aqui ficou mortinha). Mas a recompensa foi uma pequena cachoeira que renovou nossas forças. Eu nem ia entrar, mas não resisti à vibe da galera que entrou então… criei coragem pro frio que viria HAHAHAHA

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Saindo da cachoeira e do PETAR fomos direto para Registro, onde pernoitaríamos. E o que rolou? Rolou todo mundo se jogando na piscina, saca só:

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(O nome do hotel é Lito Palace Hotel, indico muito caso algum dia fiquem em Registro. A piscina é uma delícia, as camas são boas mas o chuveiro? É muito bom mesmo, KKKKK).

Por fim, eu poderia escrever um milhão de motivos pra você colocar o PETAR na sua listinha de lugares para conhecer. Eu fiquei tão encantada, que já estou planejando meu retorno. Estar envolto à natureza, permitir que a grandeza das cavernas nos encante e nos entregar às novas experiências faz com que a gente se apaixone. E queira voltar. E tenha muitas histórias sobre a viagem… Aquelas engraçadas que a gente morre de rir e aquelas que a gente morre é de vergonha hehehehe Mas acho que essa é a graça das viagens, né? As memórias que ficam.

DICAS

1. Sobre hospedagem já citei no início desse post.

2. Vá com um tênis próprio para trilhas ou, no máximo, um tênis esportivo. Fui com meu New Balance (era ele ou all star hehehe) e ele deu umas escorregadas, além de entrar tanta terra nele que nem sei…

3. O transporte até lá de ônibus é ruim de ser feito de forma independente (você comprando passagens de ônibus com alguma companhia, pois não existe ônibus direto até lá). A melhor maneira então é ir de carro ou em alguma excursão onde exista um ônibus alugado até lá.

4. São 12 cavernas, pesquise sobre cada uma e vá nas que mais te interessa.

5. Não faça mais que 3 cavernas em um dia. Na terceira você já estará morto de cansado, então programar uma quarta é jogar dinheiro no lixo.

6. Existe cavernas onde é bom nem levar o celular pois você anda nelas por meio de um rio. Compre uma capa aquática pra celular ou leve uma GoPro, nesses casos.

7. Se entregue à experiência e enfrente seus medos. Cada momento ali vai te render uma sensação diferente, eu garanto.

8. Leve um lanche para almoçar, não existe lugar para comprar comida ali por perto. Há a possibilidade de fechar com seu hotel para que eles forneçam um lanche por um valor combinado. Minha dica são dois sanduiches em pão pullman, uma fruta e um suco. Leve água, você irá sentir sede.

Com amor, Li.

PS: Desculpem pela qualidade das fotos, mas só levei meu celular.

Postado por Lilian

VALE DO RIBEIRA: QUILOMBO IVAPORUNDUVA

16 • 12 • 2016

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Bom, para quem não sabe sou estudante de gestão ambiental. E esse semestre tivemos uma experiência sensacional, que foi uma viagem de campo para o Vale do Ribeira (é uma região que abriga 30 municípios, entre SP e PR). Pegamos um ônibus direto para nosso primeiro destino, o quilombo Ivaporunduva. Ficamos cerca de 7 horas no ônibus, mas quando chegamos lá valeu a pena. Fomos muito bem recebidos. E eu finalmente iria matar uma curiosidade minha, que era a de ir em uma comunidade quilombola.

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(Você sabe que a comida é boa pelo cheirinho do feijão que faz teu estômago roncar. Muitas vezes as mais simples são as mais gostosas. Esse foi o caso! E só decidi colocar aqui porque… estava demais!)

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Essa comunidade quilombola era, antes, uma fazenda liderada pela dona dos escravos, Maria Joana. Porém, ela adoeceu e faleceu e os escravos ficaram sem saber o que fazer. Pensando nisso, se organizaram de maneira que se protegessem dos outros donos de fazenda que queriam se apoderar deles e também desenvolveram uma agricultura de subsistência, bem como aprimoraram a pesca.

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A comunidade em si é bem simples. As casas são humildes, assim como as pessoas. Todo o território em que se situam é área de conservação, portanto eles não podem desmatar a área, porém podem usá-la de maneira que praticam a agricultura de subsistência e plantam bananais para comercializar a banana. A maior parte da renda da população que ali habita vem do auxílio do governo, seguidos pela venda da banana e pela prática do turismo.

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(Na foto: Casa de Farinha)

A pobreza em termos financeiros se contrasta com a riqueza proveniente da natureza que ali é abundante. Na foto, Setembrino, nosso guia. Segundo ele, não trocaria a vida no quilombo por nada, pois mesmo que a vida ali seja simples, possuem o que precisam para sobreviver.

E sim, as pessoas ali também possuem celulares, acesso a redes sociais, etc… Mas é muito diferente do que aqui! Eles não vivem disso, sabe? Os celulares são como uma distração, bem como a televisão. E não um vício, como vemos nas capitais, por exemplo.

O contato com a natureza é intenso, pois ela os cerca aos quatro cantos. Muitos trabalham na agricultura, outros com artesanato, turismo… Apesar disso, os jovens têm tido a oportunidade de sair da comunidade para ir cursar uma faculdade. Isso lhes dá mais garantia e uma situação financeira melhor, porém faz com que a população da comunidade venha a diminuir cada vez mais, colocando em risco seu futuro.

Após nos apresentarem de modo mais geral a comunidade, pudemos escolher uma entre três oficinas: bananal, plantas medicinais e caça&pesca. Optei pela primeira.

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Uma bananeira só dá, ao longo da vida, um cacho de banana como o da foto acima. Após isso, outra bananeira começa a se desenvolver. A maior parte do bananal é orgânico e eles possuem um acordo com algumas prefeituras, para vender diretamente a elas, o que faz com que recebam um valor bem mais significativo do que se vendessem a hipermercados, por exemplo.

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Esse é o coração da banana. Ele solta um líquido que é ótimo para cicatrização e para diarreia, por exemplo.

Após essa aventura, partimos em direção à Iporanga, paramos para jantar e fomos direto para o hotel… Afinal, estávamos mortos! E qual seria a aventura do próximo dia? Conheceríamos o PETAR! <3

Você já conheceu alguma comunidade quilombola? Se sim, me conta tua experiência nos comentários! E se quiser mais detalhes, fique a vontade para perguntar 🙂

Com amor, Li.
Postado por Lilian

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