Arquivos Viagens — Meu Jardim Interior

E ENTÃO EU VOLTEI…

27 • 04 • 2018

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Voltei da aventura mais incrível que já vivi na vida. Cheguei no Brasil em 14 de março, mas até então, simplesmente não conseguia escrever aqui. Vivi 3 meses tão intensos que, ao chegar no Brasil, me senti perdida, deslocada. Eu olhava ao meu redor e a sensação era de que eu não estava realmente dentro do meu próprio corpo.
Fiquei em choque. Uma certa depressão pós viagem. Fazer um intercâmbio muda a gente de diversas formas, inclusive de maneiras que a gente não estava esperando. Não só voltei de lá com a mente e coração mais abertos, mas com uma visão completamente diferente. Continuo com os mesmos olhos mas enxergando tudo diferente.
Voltei com novos sonhos e enxergando muito mais possibilidades do que conseguia ver antes. Meu mundo se expandiu. Voltei me conhecendo muito mais… E isso me fez querer mudar ainda mais coisas em mim.
Vi na prática que tudo o que a gente semeia volta pra gente. E que isso está, inclusive, atrelado aos nossos pensamentos. Quanto mais pensarmos nas coisas que nos estressam, mais estressados ficaremos. Durante meu intercâmbio, me senti grata a cada instante, mesmo nos difíceis. A gratidão transbordava… E eu recebi, de volta, muito amor.
Voltei pedindo nas minhas orações para que Deus tire de mim todo sentimento de maldade, inveja, ciúme, mesquinhez. E que colocasse sobre mim amor, bondade, generosidade, compaixão… Tudo aquilo que eu quero transbordar para as pessoas que estão ao meu redor. Voltei querendo ser uma Lilian ainda melhor e percebi que lutar para que isso aconteça é uma escolha exclusivamente minha.
Voltei querendo voltar pra lá, não somente porque eu amei minha experiência, mas porque seria uma benção viver tudo de novo, mesmo sabendo que na verdade nunca seria igual. Voltei sedenta por novas experiências, sabendo que se eu correr atrás, tudo pode se realizar. Sim, todos nossos sonhos podem tornar-se realidade. E descobrir isso foi a chavinha que faltava pra eu descobrir um pouco mais do caminho que quero seguir.
Voltei aprendendo a me amar, a cuidar de mim e ter paciência com minhas próprias limitações. Não fazia ideia de que o amor próprio é tão contrário ao egoísmo. Querer tudo pra si não significa que você se ama. Já o amor próprio prepara você para amar verdadeiramente as outras pessoas também.
Voltei com uma mente tão agitada, que eu me obrigo a dormir pra ver se ela para de pensar um pouco. Voltei cheia de energia e minha vontade é canalisar ela pra fazer muita coisa boa. Pra mim e pra quem está comigo. E esse post é a forma que encontrei de:
a) pedir desculpas. Se você me acompanha e se sentiu abandonado com minha falta de posts, minhas sinceras desculpas. Por favor, me acompanha no Instagram @llilygrace enquanto não volto com a programação normal por aqui.
b) estou preparando os posts pra compartilhar com vocês minha experiência com o intercâmbio que fiz. Que vocês possam viajar comigo… E que possam sentir na pele a intensidade de sentimentos que eu senti. O que não vai faltar nas minhas palavras são saudade, gratidão e alegria.

Por último: se você está lendo meu texto aqui, obrigada. É reconfortante saber que eu não estou só e que tenho companhia. Já sonhei muito em ter o blog como profissão. Estamos em outra era e, obviamente, isso não aconteceu. Porém, ao mesmo tempo, isso deixou de ser uma ambição pra mim. Tudo que eu quero, por meio desse blog, é me conectar com quem me lê. É interagir, é criar um diálogo. Por isso eu amo quando vocês interagem comigo, seja nos comentários daqui, seja nos stories do Instagram. O mundo fica muito mais divertido quando a gente troca experiências, histórias e compartilha a vida com pessoas que se interessam. <3

Com amor, Li.

Postado por Lilian

TOUR DE VINÍCOLAS EM MENDOZA: NOSSO OITAVO DIA DE VIAGEM

29 • 12 • 2017

Oi pessoal! Estamos chegando ao fim dos posts de Mendoza… Mas antes disso, um dos passeios mais incríveis que fizemos: o tour de vinícolas em Mendoza. <3

Nosso dia iniciou-se como de praxe: esperando no hall do hotel para que a van do passeio viesse nos pegar. Depois disso, passamos por vários hotéis buscando outras pessoas também. Uma coisa que me chamou a atenção foi que o passeio estava bem cheio de gente.

Esse passeio fechamos com a Kahuak e custou 1990 pesos por pessoa (400 reais). Um pouco caro, mas valeu cada centavo!

TRAPICHE

A primeira vinícola que visitados foi a Trapiche, uma vinícola mais antiga, industrializada e que tem como foco uma grande produção.

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Todas as vinícolas que visitamos eram lindas, tentando equilibrar a natureza ao redor com as construções que são sempre diferenciadas, porque se tornam a “marca” de cada uma. O tour começa com uma guia, da própria vínicola explicando sobre a história da Trapiche e a relação dela com Mendoza.

Durante muitos anos foi utilizada uma ferrovia em Mendoza para transportar os vinhos nas barricas. Porém, as mudanças no clima e entre outros fatores, faziam com que os sabores ficassem muito alterados. Por isso foi criada uma lei que dizia que os vinhos tinham que ser embalados (ir para as garrafas) nas mesmas cidades onde haviam sido produzidos. Isso fez com que a ferrovia passasse a ser inutilizada e hoje ela serve mais como decoração… Como podemos ver na foto acima.

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Na Trapiche experimentamos Cabernet Franc, Sauvignon Blanc etc, vinhos mais secos e amargos ao paladar. O que mais me agradou e que eu comprei pra beber em um momento especial pois foi meu vinho favorito na viagem foi um vinho branco colheita tardia. Doce, leve e perfeito.

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SINFIN

Toda vez que eu lembro da SinFin a primeira coisa que vem na minha mente é a guia maravilhosa que a gente teve. Em questão de realmente aprender sobre o vinho e como degustá-lo, essa visita foi nota mil. Além do fato de que os vinhos deles são deliciosos e dificilmente encontrados no Brasil.

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A SinFin nos proporcionou um tour pela sua vinícola na parte interna, ou seja: essas máquinas na foto acima onde o vinho é colocado para decantar, as barricas que tem como objetivo a maturação, etc. Seus vinhos são feitos, em média escala e a maior parte é exportado para Europa e China.

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Bonarda é uma uva específica da Argentina e foi nosso vinho favorito da vinícola. Todos seus vinhos, entretanto, são marcantes pelo sabor forte e marcante. Um dos seus vinhos mais famosos, entretanto, é o Malbec. Ah! E Malbec é a uva mais cultivada em Mendoza, pois as condições climáticas são favoráveis ao seu plantio. É um vinho forte, bom para acompanhar carnes.

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Melhor guia! Generosa, além de colocar o suficiente para degustarmos os vinhos nas taças, ela deixava as garrafas na mesa, ao nosso dispor, caso quisessemos beber mais de cada vinho. Não resisti e comprei um azeite lá, que amei.

ZUCCARDI

Confesso que fui na Zuccardi com expectativas, pois li muitas resenhas na internet sobre a vinícola. Pra começo de conversa, a degustação é feita durante o almoço e um ponto negativo pra mim foi o fato de eles não apresentarem os vinhos explicando cada um, como foi feito nas vinícolas anteriores. Também não focaram muito em contar a história da própria Zuccardi, que eu teria gostado de ouvir.

É uma vinícola familiar, sua produção de vinhos é menor, mas eles também produzem azeite de oliva.

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Quando chegamos a mesa estava organizada dessa forma e eu achei bem intimista, já cheguei me sentindo aconchegada ao lugar. E foi aqui, nessa vinícola, que eu tive uma grata surpresa: a oportunidade de fazer amizade com um casal que atualmente mora na Austrália – o Malcom e a Gerry.

Eles estavam um pouco perdidos, pois a maioria das pessoas falavam português ou espanhol, mas ninguém exceto os guias falavam inglês, por isso ninguém estava interagindo com eles. Daí que o Dan comentou com o pessoal na mesa que eu falava em inglês e as pessoas me incentivaram a conversar com eles. E eu, morrendo de vergonha, puxei papo com eles e a conversa simplesmente rendeu.

Foi uma delícia porque acabamos conversando muito e dando muita risada, principalmente a Gerry e eu. Atualmente trocamos emails e ela é sempre muito amorosa e querida. E esse momento, em específico, me faz lembrar que a melhor parte das viagens são as pessoas. <3

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Até imprimi essa foto, de tanta alegria que ela irradia…

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Eles foram uma grata surpresa e, fiquei tão feliz que tirei uma foto com eles na instax e dei de presente 🙂

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Falando de comida: achei o almoço delicioso e farto. Começamos com uma bruschetta de presunto parma, queijo e muito azeite. O azeite deles é bom demais! Meu favorito foi o Changlot.

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Quem me conhece sabe que meu prato favorito é lasanha e essa estava boa demais!

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Não gostei tanto da sobremesa, mas estava gostosinha.

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Após o almoço, fizemos uma visita à fábrica de azeite da Zuccardi, onde aprendemos sobre a produção. Comemos azeitona direto do pé também, mas é amargo pra caramba! kkk

Na foto acima, esse guia que também era super simpático, nos ensinou a degustar azeite e a saber quando um azeite é bom e quando não é. Confesso que achei super interessante e que agora eu realmente me preocupo com isso e aprendi a apreciar azeite.

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Depois desse dia cheio de vinhos, de pessoas queridas e muita informação, voltamos pra casa cansados, mas com o coração extremamente grato por tudo que vivemos. Viajar muda a gente, faz a gente querer ser melhor e a dar o devido valor às experiências.

Com amor, Li.

 

Postado por Lilian

CAVALGADA EM MENDOZA: NOSSO SÉTIMO DIA DE VIAGEM

04 • 12 • 2017

Olá, pessoal!

Sim, fiz a viagem em agosto, já estamos em dezembro e eu ainda não terminei. Mas sabe o que acontece? Acontece que enquanto eu escrevo cada um desses posts eu revivo a viagem. E eu sei que era pra eu ficar feliz enquanto escrevo, mas na verdade eu sinto tanta saudade que dói o coração HAHAHAHA quem aí já sentiu isso ao retornar pra casa depois de uma viagem maravilhosa?

Aliás, você já viu o primeiro post de Mendoza? Então clica aqui se você quer conhecer mais sobre o passeio Alta Montanha <3

Voltando ao assunto do nosso post, você já andou a cavalo alguma vez na vida? Se ainda não fez isso, sério… faz pelo menos uma vez! É tão incrível que nem sei explicar. E o engraçado é que quando estávamos planejando a viagem, eu insisti pro Dan que queria fazer esse passeio de qualquer jeito, ele indo ou não. E ele me respondeu dizendo que não ia porque não queria ficar assado hehehehe Eu falei com mais jeitinho e ele, vendo que eu não desistiria, topou ir comigo. E num é que ele amou?

Fechamos o passeio com a Los Pingos Cabalgatas, pelo equivalente a 200 reais (pagamos 990 pesos argentinos) e estava incluso: passeio de cavalo pelos vinhedos em Luján de Cuyo, degustação de vinho na vinícola Krontiras e almoço que seria um asado criolo (um churrasco).

Eles passaram por volta das 8h30 da manhã para nos buscarem no apartamento e, assim que nos pegaram, buscamos também mais um casal no hotel e partimos em direção a uma pequena sede que eles possuem em meio aos vinhedos, onde os cavalos ficam. Um diferencial desse passeio foram a quantidade de pessoas – no caso só nós 4 – que tornou o passeio muito mais intimista.

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O nosso guia, Franco, era super atencioso, realmente muito simpático e tornou nosso passeio ainda mais legal. Como eu era a única do grupo que já havia andado a cavalo, o guia disse para eu subir e ir na frente com meu cavalo, pra gente formar uma fila.

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Seguimos uma trilha no meio dessa vegetação mais características de regiões áridas, com vegetação rasteira e pequenas árvores. O que eu achei bem interessante pois nos permitiu vivenciar mais da natureza da cidade.

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Quem vê esse sorriso na cara do Danilo nem imagina que não queria fazer o passeio…

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Postei essa foto só pra mostrar nosso guia, Franco, ali do lado. E essa roupinha de equitação, minha gente? 😛

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Como a zueira não tem limites, quando olho pra essa foto imagino o cavalo virando pra um lado e o Danilo se perguntando, se eu puxar as rédeas pro outro lado, será que ele vai me obedecer ou sair correndo e me deixar cair no chão? 😛

Ah, mas por que eu deveria fazer esse passeio? Eu sinceramente fiz porque amo cavalos. Mas esse passeio tem um ritmo diferente, que te faz apreciar o ambiente onde você está, se desconectar um pouco do celular e viver realmente a experiência.

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Quando seu namorado faz uma carinha de nenis te chamando e você fotografa isso espontaneamente 🙂

BODEGA KRONTIRAS

Primeiramente, bodega é o nome usado para vinícolas. Nosso passeio incluía uma visitação e degustação à bodega Krontiras, que possui uma proposta super diferente, já que ela é orgânica e biodinâmica. Alimentos orgânicos nós já conhecemos, mas uma vinícola biodinâmica foi realmente uma surpresa, já que sua infraestrutura é toda pensada segundo tais princípios.

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Coloquei a foto acima para tentar representar um pouco do lance biodinâmico. Eles dispoem cada coisinha dentro da vinícola de maneira que estejam na posição certa referente ao sol e etc. É bem confuso, mas faz com que a arquitetura projetada seja bem diferente das vinícolas em geral.

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Aqui o vinho fica numa espécie de processo de decantação, onde separa-se o vinho dos restos orgânicos. O interessante é que as características do vinho são diferentes lá dentro, por isso, um desses produz não só um tipo de vinho, mas vários: a parte que fica embaixo, perto dos restos orgânicos (casca da uva) por exemplo, gera vinhos mais frutados, que acabam por ser mais doce.

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Aí na foto temos vários barris de roble que são utilizados para armazenar o vinho, por um tempo determinado, atuando na sua fermentação e maturação. Esse tempo que o vinho fica no barril influencia diretamente no sabor que ele vai ter.

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Primeira árvore da vinícola que fica bem no centro da propriedade <3

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Espaço utilizado para a degustação dos vinhos

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Toda descabelada após a cavalgada, aprendendo a sentir o aroma do vinho antes de prová-lo.

oi oiii

Que delícia foi passear pelos vinhedos. Sério! Uma beleza totalmente diferente da qual eu convivo em São Paulo.

oiiiiii

E após esse passeio delicioso, voltamos para nosso ponto de encontro, onde nos serviram um churrasco com direito a carne, linguiça, morcilla (uma linguiça de sangue de boi que eu não quis provar), salada de tomate acompanhados de vinho e suco e com frutas de sobremesa. Foi bem gostoso e aproveitamos esse momento pra matar a fome e conversar com o outro casal que fez o passeio com a gente.

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(sorry pela foto de celular, só queria deixar registrado mesmo. simples, mas gostoso)

Depois eles nos deixaram novamente na cidade, onde tomamos um sorvete com esse casal. E então eu e o Dan demos um pulinho no mercado central onde compramos alfajores e doce de leite pra levar pro Brasil e depois passamos no Carrefour, onde compramos algumas coisas pra casa e vinho. E aqui fica um adendo: Mendoza é toda plana e andar pela cidade é uma delícia. A arquitetura das casas, as praças que estão por toda a cidade (já que são um ponto seguro em caso de terremotos) a tornam deliciosa.

Aliás, essa é uma informação bem interessante. Como Mendoza está próxima a várias cadeias montanhosas, sofre muitos abalos sísmicos que causam terremotos. E após a cidade ser destrupida por um terremoto, há 150 anos, na sua reconstrução formaram novas leis, que defendem que a cada X metros deve haver uma praça na cidade. Assim, quando há um terremoto, as pessoas devem sair de suas casas e irem para a praça mais próxima, sendo que as praças são zonas seguras.

E então andamos para o nosso apartamento, onde ficamos de boas e tiramos um tempo pra mexer em celular, tomar um banho, deitar na cama, atualizar os gastos no caderninho e… escrever um pouco no caderno de viagem.

Até o próximo post, pessoal!

Com amor, Li.

Postado por Lilian

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