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MOTIVOS PARA CONHECER O PETAR

26 • 12 • 2016

Alerta sobre post longo, com muitas fotos desse dia que foi sensacional! 🙂

HOSPEDAGEM
Chegando da nossa aventura no quilombo Ivaporunduva, fomos jantar e depois direto para a Pousada das Cavernas, localizada no bairro Aldeia da Serra, em Iporanga. De ônibus até o PETAR era tão perto que não deu nem 10 minutos. E as dependências da pousada eram uma graça, caso estejam na dúvida de onde se hospedar. Havia sala de jogos, de filmes, piscina natural, etc. Os quartos onde dormimos eram bem simples e ao que percebi eles estavam trocando todas as camas por cama box (no nosso quarto eram 2 camas box e duas normais). Fica aqui uma foto do espaço onde tomamos café da manhã.img_4444

O PETAR

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Mas afinal, o que é o PETAR? É o Parque Estadual do Alto Ribeira (para quem não sabe, Ribeira é um rio) e é considerada uma das Unidades de Conservação mais importantes do mundo. Ela abriga a maior porção de mata atlântica do Brasil, além de mais de 300 cavernas (porém somente 12 estão abertas a visitação). E, por fim, é considerada patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO.

Tá, mas você vai no PETAR pra fazer o que? As atividades turísticas que mais chamam as pessoas ao PETAR são as cavernas, as cachoeiras e as trilhas, que nos permite ter uma experiência mais íntima com a natureza.

CAVERNAS

Nesta visita, conhecemos as três cavernas que compõem o Núcleo Santana. Para visitar as cavernas é necessário alugar equipamentos de segurança (capacete, mas aconselho a alugar a lanterna de cabeça) e um guia. A primeira a ser visitada foi a Caverna Santana.

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Das três que visitei, a Santana foi a que mais me encantou. No início, quando entramos nela, temos que andar em umas fileiras de madeira bem finas, nos apoiando em corrimão de madeira para não cairmos na água que há embaixo. Porém, chega em um momento que subimos para uma parte mais alta e lá o mundo é inteirinho formado por estalactites e estalagmites e a gente fica assim, bobos.

É uma beleza diferente, que queremos apreciar e absorver ao mesmo tempo. Ficamos pensando em quanto tempo se passou para que aquelas formas fossem criadas, sabe? A gente fica encantado do começo ao fim. Aliás, acho que ficamos 2h dentro dessa caverna. Foi incrível!

CAVERNA MORRO PRETO

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Para chegarmos nessa caverna, percorremos uma trilha de uns 20 minutos. A entrada dela é única, nos tira o fôlego em pensar na beleza que a natureza nos permite contemplar. Porém, por dentro, ela é a mais sem graça das três que visitei. Isso porque no seu interior não vemos as formações de estalactites e estalagmites, mas pelo fato de ter havido desmoronamentos, há somente a presença de grandes rochas. Além disso, vamos para alguns lugares muito altos nela, o que causa medo em quem tem medo de altura.

CAVERNA DO COUTO

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(Essa é a imagem da saída da caverna)

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A caverna do Couto tem uma proposta bem interessante. Você entra lá com uma expectativa e acaba sendo surpreendido. Primeiro andamos nas rochas, entre a água corrente. Depois seguimos por um local em que somente haviam rochas e os guias propuseram que desligássemos nossas lanternas e fôssemos andando até a saída pelo tato. Como eu estava morta de cansada, não quis participar da brincadeira, mas achei muito bacana e gostaria de tentar numa próxima!

Por fim, percorremos uma trilha de uns 30 minutos (que trilha do terror, galera! A sedentária aqui ficou mortinha). Mas a recompensa foi uma pequena cachoeira que renovou nossas forças. Eu nem ia entrar, mas não resisti à vibe da galera que entrou então… criei coragem pro frio que viria HAHAHAHA

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Saindo da cachoeira e do PETAR fomos direto para Registro, onde pernoitaríamos. E o que rolou? Rolou todo mundo se jogando na piscina, saca só:

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(O nome do hotel é Lito Palace Hotel, indico muito caso algum dia fiquem em Registro. A piscina é uma delícia, as camas são boas mas o chuveiro? É muito bom mesmo, KKKKK).

Por fim, eu poderia escrever um milhão de motivos pra você colocar o PETAR na sua listinha de lugares para conhecer. Eu fiquei tão encantada, que já estou planejando meu retorno. Estar envolto à natureza, permitir que a grandeza das cavernas nos encante e nos entregar às novas experiências faz com que a gente se apaixone. E queira voltar. E tenha muitas histórias sobre a viagem… Aquelas engraçadas que a gente morre de rir e aquelas que a gente morre é de vergonha hehehehe Mas acho que essa é a graça das viagens, né? As memórias que ficam.

DICAS

1. Sobre hospedagem já citei no início desse post.

2. Vá com um tênis próprio para trilhas ou, no máximo, um tênis esportivo. Fui com meu New Balance (era ele ou all star hehehe) e ele deu umas escorregadas, além de entrar tanta terra nele que nem sei…

3. O transporte até lá de ônibus é ruim de ser feito de forma independente (você comprando passagens de ônibus com alguma companhia, pois não existe ônibus direto até lá). A melhor maneira então é ir de carro ou em alguma excursão onde exista um ônibus alugado até lá.

4. São 12 cavernas, pesquise sobre cada uma e vá nas que mais te interessa.

5. Não faça mais que 3 cavernas em um dia. Na terceira você já estará morto de cansado, então programar uma quarta é jogar dinheiro no lixo.

6. Existe cavernas onde é bom nem levar o celular pois você anda nelas por meio de um rio. Compre uma capa aquática pra celular ou leve uma GoPro, nesses casos.

7. Se entregue à experiência e enfrente seus medos. Cada momento ali vai te render uma sensação diferente, eu garanto.

8. Leve um lanche para almoçar, não existe lugar para comprar comida ali por perto. Há a possibilidade de fechar com seu hotel para que eles forneçam um lanche por um valor combinado. Minha dica são dois sanduiches em pão pullman, uma fruta e um suco. Leve água, você irá sentir sede.

Com amor, Li.

PS: Desculpem pela qualidade das fotos, mas só levei meu celular.

Postado por Lilian

VALE DO RIBEIRA: QUILOMBO IVAPORUNDUVA

16 • 12 • 2016

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Bom, para quem não sabe sou estudante de gestão ambiental. E esse semestre tivemos uma experiência sensacional, que foi uma viagem de campo para o Vale do Ribeira (é uma região que abriga 30 municípios, entre SP e PR). Pegamos um ônibus direto para nosso primeiro destino, o quilombo Ivaporunduva. Ficamos cerca de 7 horas no ônibus, mas quando chegamos lá valeu a pena. Fomos muito bem recebidos. E eu finalmente iria matar uma curiosidade minha, que era a de ir em uma comunidade quilombola.

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(Você sabe que a comida é boa pelo cheirinho do feijão que faz teu estômago roncar. Muitas vezes as mais simples são as mais gostosas. Esse foi o caso! E só decidi colocar aqui porque… estava demais!)

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Essa comunidade quilombola era, antes, uma fazenda liderada pela dona dos escravos, Maria Joana. Porém, ela adoeceu e faleceu e os escravos ficaram sem saber o que fazer. Pensando nisso, se organizaram de maneira que se protegessem dos outros donos de fazenda que queriam se apoderar deles e também desenvolveram uma agricultura de subsistência, bem como aprimoraram a pesca.

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A comunidade em si é bem simples. As casas são humildes, assim como as pessoas. Todo o território em que se situam é área de conservação, portanto eles não podem desmatar a área, porém podem usá-la de maneira que praticam a agricultura de subsistência e plantam bananais para comercializar a banana. A maior parte da renda da população que ali habita vem do auxílio do governo, seguidos pela venda da banana e pela prática do turismo.

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(Na foto: Casa de Farinha)

A pobreza em termos financeiros se contrasta com a riqueza proveniente da natureza que ali é abundante. Na foto, Setembrino, nosso guia. Segundo ele, não trocaria a vida no quilombo por nada, pois mesmo que a vida ali seja simples, possuem o que precisam para sobreviver.

E sim, as pessoas ali também possuem celulares, acesso a redes sociais, etc… Mas é muito diferente do que aqui! Eles não vivem disso, sabe? Os celulares são como uma distração, bem como a televisão. E não um vício, como vemos nas capitais, por exemplo.

O contato com a natureza é intenso, pois ela os cerca aos quatro cantos. Muitos trabalham na agricultura, outros com artesanato, turismo… Apesar disso, os jovens têm tido a oportunidade de sair da comunidade para ir cursar uma faculdade. Isso lhes dá mais garantia e uma situação financeira melhor, porém faz com que a população da comunidade venha a diminuir cada vez mais, colocando em risco seu futuro.

Após nos apresentarem de modo mais geral a comunidade, pudemos escolher uma entre três oficinas: bananal, plantas medicinais e caça&pesca. Optei pela primeira.

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Uma bananeira só dá, ao longo da vida, um cacho de banana como o da foto acima. Após isso, outra bananeira começa a se desenvolver. A maior parte do bananal é orgânico e eles possuem um acordo com algumas prefeituras, para vender diretamente a elas, o que faz com que recebam um valor bem mais significativo do que se vendessem a hipermercados, por exemplo.

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Esse é o coração da banana. Ele solta um líquido que é ótimo para cicatrização e para diarreia, por exemplo.

Após essa aventura, partimos em direção à Iporanga, paramos para jantar e fomos direto para o hotel… Afinal, estávamos mortos! E qual seria a aventura do próximo dia? Conheceríamos o PETAR! <3

Você já conheceu alguma comunidade quilombola? Se sim, me conta tua experiência nos comentários! E se quiser mais detalhes, fique a vontade para perguntar 🙂

Com amor, Li.
Postado por Lilian

LUGARES PARA CONHECER EM CURITIBA

28 • 06 • 2016

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Domingo era o dia que eu e o Dan tínhamos pra realmente aproveitar a cidade. Então acordamos cedinho, tomamos café da manhã (muito amor pelo café da manhã de hotel gente: aquele monte de comida à vontade rs) e saímos para o primeiro ponto do ônibus da Linha Turismo. É um ônibus turístico de dois andares (em cima alguns são descobertos como esse e outros cobertos), onde você paga 40 reais e tem direito a 5 embarques (o primeiro é destacado logo que entra no ônibus). Esse bus passa por muitos pontos turístico de Curitiba e te dá a oportunidade de conhecer vários. 🙂 Gostei bastante.

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Esse aqui é o Teatro Paiol e eu tirei essa foto do ônibus mesmo.

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Daí que o lugar que mais queríamos conhecer era o Jardim Botânico, então foi o primeiro lugar onde descemos. Ah, e o ingresso do ônibus é esse da foto 🙂

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Uhul! Finalmente estávamos naquele lugar em que as pessoas tiravam fotos tão lindas *_* O dia estava bem nublado e pouco depois dessa foto começou a garoar. No fim, tivémos que comprar capinhas de chuva, rs. Mas mesmo assim deu pra conhecer o lugar e tirar fotos bem lindas <3

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Quando a pessoa faz quinhentas poses diferentes, rs.

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Pedimos pra alguém que estava passando tirar essa foto e não é que eu amei?! A única coisa ruim de viajar de casal assim é que nunca tem gente pra tirar foto de nós dois juntos, aí a gente pede pra desconhecidos, rs.

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E definitivamente achamos o Jardim Botânico lindo demais! Só faltou um sol pra podermos fazer fotos legais no jardim :/

Depois do Jardim Botânico paramos rapidinho no Bosque do Alemão e lá o Dan tirou uma foto minha com o Iphone mesmo, mas ficou tão linda:

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Depois disso fomos em outro lugar que queríamos muito conhecer, o Parque Tanguá. Tão lindo! Amei muito aquele lugar 🙂 Lá tiramos bastante fotos, além de apreciar a vista, que era linda.

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Daí eu “criei moda” e resolvi tentar tirar fotos pulando. Acho fotos assim tão lindas! Essa foto acima já apareceu no post sobre gratidão aqui no blog. E, óbvio, algumas saem um pouco zoadas, tipo assim:

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Brincadeiras à parte, esse é um lugar ótimo pra fotografar!

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E, por último, fomos na Torre Panorâmica. É bem legal porque lá de cima temos uma vista incrível da cidade, além de estarmos acima dos prédios e tudo mais.

E é isso pessoal! Nosso domingo foi corrido, não deu pra conhecer alguns outros lugares que queríamos porque choveu demais nesse dia. Então da próxima vez TEMOS que conhecer o bairro da Santa Felicidade, o MON e o Bosque do Papa. Onde aperta o botão pra viajar de novo? HAHAHA melhor coisa da vida!

Um super abraço e até o próximo post.

Com amor, Li.

Postado por Lilian
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