Arquivos Pessoal — Meu Jardim Interior

VOCÊS TEM TANTA DIFICULDADE EM LIDAR COM O FATO DE QUE ALGUMAS AMIZADES SÃO DE FASES, COMO EU?

20 • 07 • 2018

Tive um pesadelo meio louco, que me acordou de madrugada e me fez começar a refletir. No sonho estava uma ex amiga minha de muitos anos atrás e foi meio louco sonhar com ela porque não pensava nela há muito tempo.

E pensando nela comecei a pensar em diversas amizades que tive ao longo da vida e em como dói e é difícil lidar com o fato de que muitas amizades são apenas fases. Apesar de eu enxergar que aquela pessoa foi importante naquele momento X e de ser grata por tê-la fazendo parte da minha história, é muito difícil pra mim aceitar um adeus.

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Eu volto no tempo, na época em que tais amizades eram presentes na minha vida e em como essas pessoas eram importantes e me pego pensando no “por que teve que acabar?”afinal, eu gostava tanto dela.

E a pior parte é quando você percebe que mesmo se tentar, já acabou. Não tem como voltar atrás, não tem como reverter a situação. Caramba, como dói. Você vai tentar puxar uma conversa e às vezes vocês até tentam prolongar, mas cai naquele mesmo roteiro de “oi, tudo bem, novidades, não”. Afinal, vocês mudaram com o tempo e não possuem mais a confiança de antigamente um no outro.

Sem contar que quanto mais velhos ficamos, menos confiamos nas pessoas – depois de dar tanto com a cara na parede a gente cria aquela famosa armadura – e acabamos tendo amizades que se resumem em relações superficiais.

Resumimos nossa vida em “está tudo bem”, enquanto a gente guarda todos nossos problemas, medos, anseios e até conquistas só pra nós mesmos. E quando paramos pra olhar em volta… QUE BAQUE. A gente sente como se não tivéssemos mais amigos. Como se estivéssemos sozinhos. Mesmo tenho um punhado de amigos ao nosso redor, é assim que a gente se sente.

E tudo isso por que? Por medo. Estou assustada em quantas coisas ruins fazemos a nós mesmos por medo. Nesse caso: não vou contar isso pra fulano porque vai que ele sente inveja e isso dá errado? Não vou comentar nada sobre meu marido, por que vai que fulana fica de olho e dá em cima dele? Não vou contar dos meus problemas porque vai que a pessoa espalha ou então, que me julgue?

A realidade é que perdemos a confiança no outro ao mesmo passo em que perdemos a confiança em nós mesmos.

E é aí que olhamos para trás e sentimos falta das relações que tínhamos. Não só com nossos amigos, mas sentimos falta também da união da família, que hoje está toda fragmentada. Sentimos falta de como as relações nos preenchiam emocionalmente e nos faziam felizes. De como a gente se dedicava às amizades. Não era só MSN, era olho no olho, festa do pijama, estar presente em todos os aniversários.

Mas hoje a gente recusa até os convites, só pra ficarmos na nossa zona de conforto assistindo ao Netflix.

 

Com amor, Li.

Postado por Lilian

PARE DE LIMITAR A SI MESMO

09 • 07 • 2018

Nos limitamos o tempo inteiro. E criamos desculpas para nos justificar.

O medo: quantas vezes deixamos de fazer algo por medo? Medo de simplesmente tentar, medo de dar errado, medo de dar certo, medo de ter medo. Nós vivemos todos em um padrãozinho com medo da mudança, com medo do novo e do que ele pode representar, simplesmente porque é desconhecido. Vivemos também com medo das críticas, do julgamento externo. Mas afinal, o que as outras pessoas vão pensar?

E nessa de nos limitarmos tanto acabamos vivendo uma vida não baseada naquilo que realmente gostaríamos de viver, mas sim naquilo que todos os outros estão vivendo. Exatamente porque todos eles também estão seguindo a sociedade e repetindo o mesmo ciclo.

Por que a gente (e eu me incluo totalmente nisso) passa a vida inteira sem explorar nosso potencial? Sem admitir, nem para nós mesmos, o que realmente gostaríamos para nossas vidas? Por que a gente se limita a tão pouco?

O pior, pra mim, é o fato de que a gente deixa a vida passar sem nem ao menos TENTAR. Tem noção do que é isso? É, pra mim, assustador. Ver as pessoas tão infelizes com as próprias vidas, cheias de rancor com si mesmas e transbordando isso para o outro. E tudo isso porque não temos coragem pra viver a vida como realmente queremos. Como sentimos.

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E daí você ter 30 anos e ainda gostar de usar Melissa? E daí você gostar de rosa e se vestir como a Reese em Legalmente Loira? E daí você ser obeso e realmente só gostar de comer fast food? E daí você ter uma orientação sexual diferente? E daí você querer viver viajando pelo mundo, mesmo já tendo 40 anos?

E DAÍ?

Se é o que você quer e o que realmente gosta e não faz mal a ninguém, qual é o problema? Qual o problema em se permitir viver?

A impressão que tenho é que somos prisioneiros de nós mesmos.

Passamos a vida inteira em busca da felicidade e não percebemos que é impossível ser feliz se não seguimos nosso propósito. Se não nos permitimos ser quem somos, com nossos dons, qualidades e defeitos. Aliás, nem defeito podemos ter mais. Hoje em dia nosso defeito tem que ser “ser perfeccionista”. Ah, me poupe e se poupe. Ser ciumento não te torna a pior pessoa do mundo e reconhecer algo ruim em ti é muito melhor do que simplesmente ficar se culpando. Porque entender que você tem um defeito permite que você melhore e amenize-o.

Você gostaria de estar vivendo a vida que vive agora daqui a 5 anos?

Se a resposta for não, me responde: então por que está vivendo ela agora? Você acredita que viver dessa forma hoje, vai te levar a viver a vida que você deseja para si mesmo daqui 5 anos? Seja sincero consigo mesmo. Tape os ouvidos pra vozes de fora, o que seu coração diz sobre isso?

Se permita viver. Se permita testar coisas novas – gostar de umas, detestar outras. Se permita questionar; se permita ter opinião sobre a vida e sobre o que acontece ao teu redor. Se permita ter voz; se permita existir. Se permita errar; se permita ser elogiado. Se permita tomar as próprias escolhas. Se permita ser você.

Com amor, Li.

PS: tive um insight para escrever esse texto logo após assistir o documentário sobre a Malala no Netflix.

Postado por Lilian

E ENTÃO EU VOLTEI…

27 • 04 • 2018

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Voltei da aventura mais incrível que já vivi na vida. Cheguei no Brasil em 14 de março, mas até então, simplesmente não conseguia escrever aqui. Vivi 3 meses tão intensos que, ao chegar no Brasil, me senti perdida, deslocada. Eu olhava ao meu redor e a sensação era de que eu não estava realmente dentro do meu próprio corpo.
Fiquei em choque. Uma certa depressão pós viagem. Fazer um intercâmbio muda a gente de diversas formas, inclusive de maneiras que a gente não estava esperando. Não só voltei de lá com a mente e coração mais abertos, mas com uma visão completamente diferente. Continuo com os mesmos olhos mas enxergando tudo diferente.
Voltei com novos sonhos e enxergando muito mais possibilidades do que conseguia ver antes. Meu mundo se expandiu. Voltei me conhecendo muito mais… E isso me fez querer mudar ainda mais coisas em mim.
Vi na prática que tudo o que a gente semeia volta pra gente. E que isso está, inclusive, atrelado aos nossos pensamentos. Quanto mais pensarmos nas coisas que nos estressam, mais estressados ficaremos. Durante meu intercâmbio, me senti grata a cada instante, mesmo nos difíceis. A gratidão transbordava… E eu recebi, de volta, muito amor.
Voltei pedindo nas minhas orações para que Deus tire de mim todo sentimento de maldade, inveja, ciúme, mesquinhez. E que colocasse sobre mim amor, bondade, generosidade, compaixão… Tudo aquilo que eu quero transbordar para as pessoas que estão ao meu redor. Voltei querendo ser uma Lilian ainda melhor e percebi que lutar para que isso aconteça é uma escolha exclusivamente minha.
Voltei querendo voltar pra lá, não somente porque eu amei minha experiência, mas porque seria uma benção viver tudo de novo, mesmo sabendo que na verdade nunca seria igual. Voltei sedenta por novas experiências, sabendo que se eu correr atrás, tudo pode se realizar. Sim, todos nossos sonhos podem tornar-se realidade. E descobrir isso foi a chavinha que faltava pra eu descobrir um pouco mais do caminho que quero seguir.
Voltei aprendendo a me amar, a cuidar de mim e ter paciência com minhas próprias limitações. Não fazia ideia de que o amor próprio é tão contrário ao egoísmo. Querer tudo pra si não significa que você se ama. Já o amor próprio prepara você para amar verdadeiramente as outras pessoas também.
Voltei com uma mente tão agitada, que eu me obrigo a dormir pra ver se ela para de pensar um pouco. Voltei cheia de energia e minha vontade é canalisar ela pra fazer muita coisa boa. Pra mim e pra quem está comigo. E esse post é a forma que encontrei de:
a) pedir desculpas. Se você me acompanha e se sentiu abandonado com minha falta de posts, minhas sinceras desculpas. Por favor, me acompanha no Instagram @llilygrace enquanto não volto com a programação normal por aqui.
b) estou preparando os posts pra compartilhar com vocês minha experiência com o intercâmbio que fiz. Que vocês possam viajar comigo… E que possam sentir na pele a intensidade de sentimentos que eu senti. O que não vai faltar nas minhas palavras são saudade, gratidão e alegria.

Por último: se você está lendo meu texto aqui, obrigada. É reconfortante saber que eu não estou só e que tenho companhia. Já sonhei muito em ter o blog como profissão. Estamos em outra era e, obviamente, isso não aconteceu. Porém, ao mesmo tempo, isso deixou de ser uma ambição pra mim. Tudo que eu quero, por meio desse blog, é me conectar com quem me lê. É interagir, é criar um diálogo. Por isso eu amo quando vocês interagem comigo, seja nos comentários daqui, seja nos stories do Instagram. O mundo fica muito mais divertido quando a gente troca experiências, histórias e compartilha a vida com pessoas que se interessam. <3

Com amor, Li.

Postado por Lilian

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