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EXPOSIÇÃO NO CCBB: O CORPO É A CASA

30 • 03 • 2017

Você já foi no CCBB? Senão, fica a dica: vale muito à pena! O CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) fica localizado pertinho do metrô Sé, no centro de São Paulo. O prédio é absurdamente lindo e já vale a visita só pela questão estética. Lá sempre são realizadas exposições, peças teatrais e sessões de cinema. Caso você queira conferir a programação do mês, basta clicar aqui.

Daí que estávamos eu e minha amiga Lari andando pelo centro, quando tivemos a brilhante ideia de passar por lá. Descobrimos então que estava havendo a exposição “O corpo é a casa” do artista Erwin Wurm e decidimos apreciá-la.

A exposição possui quatro andares, dois deles com os trabalhos do artista, 1 com um filme sobre o tema da exposição e 1  interativo, cheio de propostas dinâmicas e engraçadas. Nesse post vou apenas apresentar fotos do andar interativo, ok? As dos outros andares ficam de surpresa para quando vocês forem. Agora, vamos às fotos?!

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A proposta do artista é deslocar objetos do cotidiano para o campo da arte e colocá-los em um contexto inesperado, engraçado e ao mesmo tempo crítico em relação à sociedade contemporânea.

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A primeira atividade consistia em você tentar ficar em pé equilibrando duas garrafas de leite cheias de areia dentro nos seus pés. Como eu tenho o pé grande, consegui equilibrá-las deixando-as na ponta dos dedos. Depois fui tentando ficar ereta sem deixá-las cair: é difícil! Minha amiga não conseguiu pois tinha os pés pequenos…

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Já a segunda consistia em você fazer o que quisesse, basicamente, em cima desse tapete. Acho que esse foi um dos que mais nos deram liberdade de expressão… Você simplesmente podia fazer o que quisesse aí em cima. Aproveitei a oportunidade e dei uma de engraçadinha, sim ou claro?

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A terceira e a mais diferente, na minha opinião, era essa onde tínhamos que colocar as bolas embaixo do nosso corpo e ficar com ele todinho em cima delas. Foi, dentre todas, a minha preferida! E não pense que é fácil… A Lari que foi encaixando as bolinhas embaixo do meu corpo. As bolinhas que colocamos na bunda sumiram na foto, as que ficaram nas costas provocaram dor e enquanto tentava me equilibrar nelas pra Lari tirar foto, fica balançando de um lado para o outro, parecia um navio em alto mar, hahaha 😉

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Na quarta você tinha que equilibrar livros de maneiras diferentes no seu corpo. Um moço que foi antes que eu fez uma posição muito maneira, mas quem disse que eu consegui imitar?

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Na quinta você tem que colocar essa bolsa na sua cabeça, rs. Confesso que para mim essa foi a proposta mais estranha e fiquei sem entendê-la até agora… Mas tirei a foto mesmo assim 😛

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Na sexta tínhamos que equilibrar 3 garrafas e 1 vassoura entre os corpos de nós duas e a maneira mais prática de conseguir fazer isso era colocando a pressão de um corpo contra o outro para que as garrafas permaneçam no mesmo lugar. Na hora que as garrafas caíram levamos o maior susto e caímos na risada, hehe.

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Na sétima tivemos que virar siamesas e eu amei essa foto! Quem nunca fez isso quando era criança? Saudades de ter a criatividade aguçada assim…

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E na última você tinha que colocar a cabeça nesse puff e fazer essa posição nele. Eu não fui porque fiquei com medo, HAHA. Ah! Morri de rir com o nome dessa, que se chama “A bunda de Freud”.

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Resumindo… Achei a exposição muito dinâmica e isso é algo que eu amo nas exposições. A entrada é gratuita e esse passeio é bem bacana. Se puder dar uma dica, aproveite o dia e conheça vários outros pontos turísticos que ficam ali no centro, como o mirante do Martinelli ou do Banespão 🙂

P.S.: Aliás, essa exposição me fez perceber o quanto o mundo seria melhor – e mais divertido – se fôssemos mais criativos <3

Com amor, Li.

 

Postado por Lilian

MOONLIGHT E MINHAS REFLEXÕES SOBRE

13 • 03 • 2017

CONTÉM SPOILER!

Moonlight

Nunca fiz post sobre filme aqui, né? Mas só decidi fazer esse post aqui pois assistir Moonlight me fez refletir sobre vários aspectos sociais e eu gostaria de dividir com vocês.

HOMOSSEXUALISMO

O primeiro ponto que mais me fez refletir foi sobre como Chiron percorreu um longo caminho até reconhecer que ele era gay. Vítima de uma sociedade machista e preconceituosa, desde criança, quando ainda não sabia quem era, foi chamado de bicha. Cresceu sem saber, na verdade, se gostava de mulheres ou de homens. Até que descobriu o que realmente gostava, mas por exercer um papel importante no tráfico, dentro daquela mesma sociedade machista e preconceituosa, nunca se assumiu. Nunca assumiu nem pra si mesmo. Até que, em dado momento, resolveu se dar a chance.

Fico pensando em como deve ter sido angustiante para ele querer ser algo, mas não ser por medo de mais represálias. E o quanto parece ser ainda mais difícil ser homossexual dentro de uma comunidade negra. Chiron cresceu sendo uma pessoa reprimida… E quantas outras pessoas não passam pelo mesmo? Casam-se com mulheres, para não terem que enfrentar suas famílias e a sociedade, porém sem conseguir controlar seus instintos, traem suas mulheres com amantes homens. Não são 2 ou 3 casos… São muitos!

Aqui me resta sentir solidariedade e a esperança de que vivamos em uma sociedade onde o livre arbítrio possa ser realmente executado. Precisamos mudar essa sociedade para que as escolhas dos outros sejam aceitas. Você é gay? Ok! É mulher e não quer ter filhos? Ok! A gente tem realmente tanta coisa mais importante na qual dar pitaco!

Pitaco se dá em política, em educação, em saúde, em segurança… Não na vida alheia 😉

POBREZA

Acho que uma das coisas que mais pensei no filme foi “que barra ser criado por uma mãe drogada”. Eu serei sincera aqui… Fui assaltada ano passado e fiquei numa paranóia muito grande. Com ela veio um ódio por quem tinha feito aquilo comigo, que por mim botava fogo em todos os presos das cadeias do país. Mas aí Deus acalmou meu coração e me ensinou a ter compaixão.

Fica difícil ter compaixão do cara que te assalta? Fica. Mas vamos olhar pelo outro lado? Que é exatamente o lado que retratam no filme. Chiron foi uma criança pobre, criado por uma mãe viciada, sofreu muito com bullying escolar e por ter toda essa pressão psicológica na mente foi parar em um reformatório. Após isso, conheceu de perto o mundo das drogas. Fortaleceu seu corpo para que passasse a impressão de forte. Se escondeu dentro de uma pessoa que não se permitia ser sincera ou aberta à ninguém, exceto talvez por sua mãe ou por Teresa.

Não estou dizendo que ele fez certo em ir para o mundo do crime. E se a gente só olhar pelo lado de fora só veremos ali um criminoso. Mas tira um minuto do seu tempo e tente se imaginar na pele dele. Se você fosse ele, concorda que ficaria à deriva? Eu confesso que eu poderia facilmente ficar.

E é somente tendo empatia pelo próximo que nós realmente poderemos mudar as sociedades injustas nas quais vivemos. É por meio da diminuição da desigualdade social que podemos diminuir a quantidade de bandidos no nosso país. Não é matando-os. É por meio da educação que criaremos cidadãos responsáveis e conscientes. Não é enfiando-os somente atrás das grades.

POR QUE? Concorda comigo que mesmo prendendo bandidos ou matando-os, novos bandidos irão continuar surgindo? Mas que se tivermos educação e uma sociedade igualitária onde todos tenham acesso as mesmas coisas, os mesmos direitos e oportunidades, a bandidagem vai ser drasticamente reduzida?

Para mim é claro que as melhores batalhas nunca foram vencidas com as melhores armas, mas sim com quem possuia maior inteligencia. Estamos nós deixando a nossa de lado?

Fica a reflexão!

Com amor, Li.

Postado por Lilian
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Por que conhecer o Beco do Batman?

10 • 02 • 2017

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Afinal… Por que conhecer o Beco do Batman? Conheci o Beco do Batman pelo tour que fiz com o Bike Tours SP. Eu era doida pra conhecer, mas sabe aquela nossa mania de “qualquer dia eu vou”? Acabei não indo. Mas o tour que fiz era pela Vila Madalena, então tivemos a oportunidade de conhecer o Beco. Tive só 5 minutos pra aproveitar o lugar, mas não é que já me apaixonei? Quero voltar lá pra tirar fotos eternas… hehehe

Mas voltando ao ponto… Como o Beco do Batman surgiu?

O Beco do Batman começou lá na década de 1980, depois que foi encontrado em suas paredes um desenho do homem-morcego dos quadrinhos (surgindo daí seu nome), atraindo estudantes de artes plásticas, que começaram a fazer seus desenhos nas paredes do Beco também.

Os desenhos feitos do Beco serão sempre os mesmos?

Não! De tempos e tempos os desenhos são trocados, dando lugar a novas obras de artes plásticas. Porém, para que alguém possa fazer teu desenho por cima de outro, este deve enviar uma solicitação ao dono do desenho que está presente lá e, caso este autorize, pode desenhar por cima.

Preciso pagar algo pra ir no Beco?

Não! A entrada é gratuita. E onde fica? Entre as ruas Gonçalo Afonso e Medeiros de Albuquerque, na Vila Madalena.

Curiosidade

Alguns dos temas representados nos desenhos ali presentes remetem às enchentes. Isso porque é comum que ali no Beco ocorram enchentes.

Sabe o que eu acho que seria legal? Que uma vez por mês pelo menos os artistas que desenvolveram os projetos que estão ali se reunissem lá e ficassem perto dos desenhos que fizeram. Assim, eles poderiam explicar a obra. Eu acho isso superinteressante pois passo a enxergar com outros olhos e consigo ver além. Fica a dica…

E vamos às fotos? Tirei algumas e confesso… amei todas!

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(Se não for pra causar e pagar mico… eu nem vou! :P)

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Quando tiver um tempinho livre, juro que vale à pena dar uma passada no Beco do Batman e conhecer. É tanta arte em um só lugar… Quem me dera SP fosse mais colorida com artes assim! <3

Com amor, Li.

Postado por Lilian

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